Inflação na porta de fábrica fecha 2025 com queda de 4,53%.
Alimentos e câmbio favorecem o segundo menor patamar de preços ao produtor desde 2014; índice reverte alta de 9,28% registrada no ano anterior A inflação na porta de fábrica encerrou 2025 com recuo de 4,53%, registrando o segundo índice mais baixo em 12 anos. Os dados do Índice de Preços ao Produtor (IPP), divulgados nesta […]
Alimentos e câmbio favorecem o segundo menor patamar de preços ao produtor desde 2014; índice reverte alta de 9,28% registrada no ano anterior
A inflação na porta de fábrica encerrou 2025 com recuo de 4,53%, registrando o segundo índice mais baixo em 12 anos. Os dados do Índice de Preços ao Produtor (IPP), divulgados nesta quarta-feira (11) pelo IBGE, mostram uma inversão de cenário em relação a 2024, quando os preços industriais haviam saltado 9,28%.
O resultado de 2025 só não foi mais agudo que a deflação de 2023 (-4,99%). Na série histórica iniciada em 2014, estes foram os dois únicos anos em que o indicador ficou em terreno negativo.
Alimentos puxam a queda
O setor de alimentos foi o principal motor da deflação, com recuo de 10,47% no ano. O desempenho foi impulsionado pela queda nas cotações internacionais do açúcar e pela valorização do real, que acumulou alta de 10,6% frente ao dólar no período. O câmbio favorável reduziu o custo de insumos e produtos importados, aliviando a pressão sobre as cadeias produtivas.
Outras atividades também contribuíram para o índice negativo:
- Indústrias extrativas: queda de 14,39%, motivada pelo aumento da produção global e estoques elevados de petróleo bruto.
- Metalurgia: recuo de 8,06%.
- Refino de petróleo e biocombustíveis: baixa de 5,64%.
Dinâmica industrial
O IPP mede a variação de preços de produtos que saem das fábricas sem a incidência de impostos ou fretes. Embora o acumulado do ano tenha sido de queda, o mês de dezembro apresentou uma ligeira alta de 0,12%, interrompendo uma sequência de dez meses de deflação.
O movimento de queda nos preços ao produtor tende a aliviar, com o tempo, o custo final ao consumidor, embora o repasse dependa de fatores logísticos e das margens do varejo. No mesmo dia, o IBGE informou que o IPCA, inflação oficial do País, fechou janeiro com alta de 0,33%.
Jornal O Instante | 11 de fevereiro de 2026.