Vereador denuncia ‘milícia digital’ e cobra explicações sobre gastos na Educação em Alagoinhas.
ALAGOINHAS – O vereador Luciano Almeida utilizou a tribuna da Câmara Municipal, na sessão ordinária desta terça-feira (10), para apresentar graves denúncias contra a gestão do prefeito Gustavo Carmo. O parlamentar afirmou ser alvo de uma “milícia digital” orquestrada por ocupantes de cargos comissionados e desafiou o Executivo a prestar contas sobre o uso de […]
ALAGOINHAS – O vereador Luciano Almeida utilizou a tribuna da Câmara Municipal, na sessão ordinária desta terça-feira (10), para apresentar graves denúncias contra a gestão do prefeito Gustavo Carmo. O parlamentar afirmou ser alvo de uma “milícia digital” orquestrada por ocupantes de cargos comissionados e desafiou o Executivo a prestar contas sobre o uso de R$ 35 milhões em recursos da Educação.
Em discurso, Almeida declarou que ataques virtuais e disseminação de informações falsas contra seu mandato têm origem na própria estrutura de comunicação oficial do município. Segundo o vereador, secretários e diretores estariam utilizando o horário de expediente para coordenar ofensivas em grupos de mensagens.
“Criou-se um verdadeiro gabinete do ódio”, afirmou o parlamentar, que fez questão de diferenciar a imprensa profissional dos canais que, segundo ele, são usados para intimidação política.
Intimidação e Segurança
Além da arena digital, o vereador relatou episódios de perseguição física. Almeida afirmou estar sendo monitorado por veículos suspeitos em seus trajetos diários e nas proximidades de sua residência. O parlamentar questionou se as ações seriam uma tentativa do “sistema” de cercear sua atuação na oposição.
Foco nos Precatórios
O ponto central da cobrança financeira recai sobre a Secretaria de Educação. O parlamentar exige transparência no destino de R$ 35 milhões oriundos de precatórios.
De acordo com a denúncia, enquanto escolas municipais apresentam infraestrutura precária — com problemas de infiltração, cozinhas insalubres e falta de ventilação —, a gestão teria priorizado a compra de bibliotecas móveis. Almeida destacou que cada unidade desses equipamentos custou R$ 525 mil aos cofres públicos.
O vereador informou que já protocolou nove representações sobre o caso, das quais duas já resultaram na abertura de inquéritos.
Solidariedade e PDDM
Durante a sessão, a vereadora Jaldice Nunes manifestou apoio ao colega, reforçando que a fiscalização do erário é dever constitucional do Legislativo. Apesar do tom crítico à administração, Almeida reservou parte de sua fala para elogiar o vice-prefeito Luciano Sérgio e a técnica Flávia Barbosa pelo trabalho na atualização do Plano Diretor de Desenvolvimento Municipal (PDDM).
O vereador concluiu o pronunciamento reafirmando sua postura de oposição. “Não vou me acovardar”, sentenciou.
Fonte: Câmara Municipal de Alagoinhas