sábado, 7 de novembro de 2026
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Trump sinaliza endurecimento contra Cuba e afirma que ilha é a “próxima”.

MIAMI – Em tom de ameaça e reforçando a retórica de intervenção externa, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (28) que Cuba será o próximo alvo de sua estratégia de política externa. A declaração ocorreu durante um fórum de investimentos em Miami, reduto histórico da oposição cubana nos EUA, onde o […]

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Por Paulo Pinheiro 28 de março de 2026 às 19:25 · 2 min de leitura

MIAMI – Em tom de ameaça e reforçando a retórica de intervenção externa, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (28) que Cuba será o próximo alvo de sua estratégia de política externa. A declaração ocorreu durante um fórum de investimentos em Miami, reduto histórico da oposição cubana nos EUA, onde o republicano exaltou operações militares recentes no Irã e na Venezuela como modelos de sucesso.

Embora não tenha detalhado medidas práticas ou um cronograma de ações, Trump sugeriu que a via militar não está descartada. “Eu construí esse grande exército. Eu disse que você nunca teria que usá-lo. Mas, às vezes, é preciso usá-lo. E, a propósito, Cuba é a próxima”, declarou o presidente.

Crise energética e pressão econômica

A fala de Trump incide sobre um cenário de fragilidade extrema na ilha caribenha. O governo dos EUA tem intensificado o embargo econômico, focando especialmente no setor energético. Atualmente, Washington impede que o petróleo venezuelano chegue a Cuba, o que mergulhou o país em uma crise de desabastecimento sem precedentes.

Nos últimos meses, o sistema elétrico cubano entrou em colapso sucessivas vezes. Apagões prolongados afetaram mais de 10 milhões de pessoas, paralisando serviços essenciais em hospitais e escolas. Para a Casa Branca, a deterioração econômica e social coloca o governo de Havana à beira da ruptura.

Cenário diplomático

Apesar da retórica agressiva, o governo americano manteve canais de diálogo com lideranças cubanas nas últimas semanas. No entanto, o tom do discurso em Miami sinaliza uma priorização da pressão máxima. Enquanto Trump endurece a postura, outros atores internacionais, como o Brasil, têm manifestado oposição formal ao embargo, classificando as sanções como prejudiciais à população civil.

A declaração de Trump eleva a tensão na região, deixando em aberto se a estratégia americana seguirá focada no sufocamento econômico ou se haverá a transição para o que o presidente denomina “ação cinética” (termo militar para intervenção direta).

Fonte: Agência Brasil

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