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Eleições 2026: 11 governadores renunciam aos cargos para disputar o pleito.

O cenário político nos estados brasileiros sofreu uma recomposição definitiva neste sábado, 4, data que marcou o fim do prazo de desincompatibilização para os agentes públicos que pretendem disputar as eleições de outubro. Ao todo, 11 governadores deixaram suas funções para viabilizar candidaturas a outros cargos, conforme exige a legislação eleitoral. Entre os nomes que […]

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Por Paulo Pinheiro 5 de abril de 2026 às 17:37 · 2 min de leitura

O cenário político nos estados brasileiros sofreu uma recomposição definitiva neste sábado, 4, data que marcou o fim do prazo de desincompatibilização para os agentes públicos que pretendem disputar as eleições de outubro. Ao todo, 11 governadores deixaram suas funções para viabilizar candidaturas a outros cargos, conforme exige a legislação eleitoral.

Entre os nomes que oficializaram a saída, destacam-se lideranças com pretensões ao Palácio do Planalto. Ronaldo Caiado (PSD-GO) confirmou sua pré-candidatura à Presidência da República. No mesmo caminho, Romeu Zema (Novo-MG) encerrou seu segundo mandato consecutivo e, embora ainda não tenha formalizado o projeto, sinalizou a intenção de concorrer ao Executivo federal.

A maior parte dos governadores que renunciaram, contudo, mira o Legislativo. Dos 11 que deixaram os postos, nove pretendem buscar uma cadeira no Senado Federal. Estão neste grupo: Gladson Cameli (PP-AC), Wilson Lima (União-AM), Ibaneis Rocha (MDB-DF), Renato Casagrande (PSB-ES), Mauro Mendes (União-MT), Helder Barbalho (MDB-PA), João Azevêdo (PSB-PB) e Antonio Denarium (PP-RR).

O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), também integra a lista de renunciantes focados no Senado, mas sua situação jurídica impõe cautela. Condenado recentemente pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) à inelegibilidade até 2030, Castro deverá levar adiante sua candidatura na condição sub judice.

Continuidade e transição

Diferentemente dos que buscam novos cargos, nove governadores permanecem nas funções por estarem aptos a disputar a reeleição. A lei permite que ocupantes do Executivo concorram a um segundo mandato consecutivo sem a necessidade de afastamento. Continuam nos cargos Clécio Luís (AP), Jerônimo Rodrigues (BA), Elmano de Freitas (CE), Eduardo Riedel (MS), Raquel Lyra (PE), Rafael Fonteles (PI), Jorginho Mello (SC), Tarcísio de Freitas (SP) e Fábio Mitidieri (SE).

Outro grupo, composto por sete governadores que já cumprem o segundo mandato, optou por não renunciar. Estes gestores seguirão no comando de seus estados até o dia 31 de dezembro, abrindo mão de participar da disputa eleitoral deste ano.

O primeiro turno das eleições está agendado para o dia 4 de outubro. Cerca de 155 milhões de eleitores estão aptos a votar para os cargos de presidente, vice-presidente, governador, senador e deputados federais e estaduais. Onde houver necessidade, o segundo turno ocorrerá em 25 de outubro.

Fonte: Agência Brasil

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