sábado, 11 de abril de 2026
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Com alta da gasolina, inflação de março é a maior para o mês desde 2022.

A inflação oficial do Brasil, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), acelerou para 0,88% em março, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (10). O resultado representa uma alta de 0,18 ponto percentual em relação à taxa de fevereiro (0,70%) e reflete o impacto direto da alta […]

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Por Paulo Pinheiro 10 de abril de 2026 às 14:22 · 2 min de leitura

A inflação oficial do Brasil, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), acelerou para 0,88% em março, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (10). O resultado representa uma alta de 0,18 ponto percentual em relação à taxa de fevereiro (0,70%) e reflete o impacto direto da alta dos combustíveis e de itens essenciais da cesta básica.

No acumulado do primeiro trimestre de 2026, o índice chega a 1,92%. Nos últimos 12 meses, a variação alcança 4,14%, superando os 3,81% registrados no período imediatamente anterior. O desempenho do mês ficou acima das expectativas do mercado financeiro e marca a maior taxa para março desde 2022.

Transportes e Alimentação sob pressão

Os grupos Transportes (1,64%) e Alimentação e Bebidas (1,56%) foram os principais responsáveis pela aceleração, respondendo conjuntamente por 76% do índice mensal. No setor de transportes, o fator determinante foi o aumento de 4,59% no preço da gasolina, influenciado por incertezas no cenário internacional e pela valorização do petróleo. O óleo diesel também registrou avanço expressivo de 13,90%.

Na alimentação, o destaque foi o consumo domiciliar, que subiu 1,94%. De acordo com o IBGE, a alta de preços de produtos como o tomate (20,31%), o leite longa vida (11,74%) e as carnes (1,73%) reflete tanto problemas de oferta quanto o encarecimento do frete.

Variações Regionais

O custo de vida apresentou intensidades distintas pelo país. Salvador registrou a maior inflação entre as áreas pesquisadas, com taxa de 1,47%, puxada predominantemente pelos combustíveis locais. No outro extremo, Rio Branco teve a menor variação (0,37%), beneficiada pela queda nos preços da energia elétrica residencial e de alguns itens alimentícios específicos, como o óleo de soja.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a inflação para famílias com rendimento de um a cinco salários mínimos, também acompanhou a tendência de alta e fechou o mês em 0,91%.

Fonte: IBGE

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