sexta-feira, 1 de maio de 2026
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Líderes progressistas firmam pacto global em Barcelona pela democracia e justiça social.

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Por Paulo Pinheiro 24 de abril de 2026 às 18:32 · 1 min de leitura

Chefes de Estado, líderes políticos e representantes sindicais de diversos continentes reuniram-se em Barcelona, na Espanha, nos dias 17 e 18 de abril, para consolidar a Mobilização Progressista Global (GPM). O encontro de alto nível resultou em uma aliança internacional com o objetivo de defender a democracia, promover a justiça social e estabelecer uma frente coordenada contra o avanço da extrema direita no mundo.

O fórum contou com a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do presidente do governo espanhol, Pedro Sánchez, além de lideranças como o sul-africano Cyril Ramaphosa e a primeira-ministra de Barbados, Mia Mottley. O diagnóstico compartilhado pelo grupo é o de uma crise geopolítica agravada pela concentração de riqueza, pelo enfraquecimento do direito internacional e pela disseminação sistêmica da desinformação.

Para enfrentar o cenário, os líderes elaboraram um documento base estruturado em seis eixos prioritários: defesa da democracia, economia progressista, igualdade de direitos, justiça ambiental, governança digital e reforma da governança global. A plataforma prevê a defesa de políticas públicas como a taxação de grandes fortunas, a regulação da inteligência artificial focada no interesse coletivo e o fortalecimento de sistemas de proteção social.

Em seu discurso de encerramento, o presidente brasileiro fez duras críticas ao modelo econômico neoliberal, afirmando que a promessa de prosperidade do livre mercado resultou em fome e insegurança. Lula também cobrou a reformulação da Organização das Nações Unidas (ONU), apontando a paralisia do Conselho de Segurança diante da proliferação de conflitos armados globais. Em um apelo direto, instou líderes como Donald Trump, Xi Jinping e Vladimir Putin a cumprirem suas obrigações internacionais e priorizarem a paz.

Ao mencionar os ataques às instituições, Lula citou a recente tentativa de ruptura institucional no Brasil como exemplo concreto da ameaça representada pelo autoritarismo e defendeu a mobilização permanente da sociedade civil. “A democracia não é um destino, é uma construção cotidiana”, afirmou.

No eixo das relações de trabalho, a articulação produziu a “Declaração da Assembleia Sindical de Barcelona”, elaborada com a participação de entidades de classe, incluindo a Central Única dos Trabalhadores (CUT). O texto diretivo reitera que o combate às forças antidemocráticas passa obrigatoriamente pela organização dos trabalhadores e pela melhoria tangível de suas condições de vida. O documento sindical condena a exploração política da insegurança econômica e propõe um pacto ancorado em salários dignos, serviços públicos universais e no fortalecimento das negociações coletivas.

A Mobilização Progressista Global encerrou a cúpula com o compromisso de manter uma estrutura de coordenação contínua. A meta do bloco é converter os debates em ações diplomáticas e políticas concretas, capazes de reverter o desalento social e restaurar a estabilidade democrática em escala internacional.

Fonte: CUT

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