sábado, 7 de novembro de 2026
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Governo brasileiro repudia sobretaxa de 25% dos EUA e aciona OMC e lei de reciprocidade.

O governo brasileiro divulgou uma nota oficial para repudiar a decisão dos Estados Unidos de impor uma tarifa de 25% sobre a importação de produtos nacionais. O Palácio do Planalto classificou a medida, anunciada por Washington e prevista para entrar em vigor em 22 de julho, como injustificável e sem amparo nas regras multilaterais de […]

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Por Paulo Pinheiro 16 de julho de 2026 às 15:13 · 2 min de leitura

O governo brasileiro divulgou uma nota oficial para repudiar a decisão dos Estados Unidos de impor uma tarifa de 25% sobre a importação de produtos nacionais. O Palácio do Planalto classificou a medida, anunciada por Washington e prevista para entrar em vigor em 22 de julho, como injustificável e sem amparo nas regras multilaterais de comércio.

A taxação norte-americana foi fundamentada em uma investigação conduzida pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR, na sigla em inglês). O órgão acusou o Brasil de práticas comerciais que supostamente oneram ou restringem o mercado estadunidense, citando como alvos a regulação das plataformas digitais, o sistema de pagamentos Pix, além de alegações sobre desmatamento e interferências em políticas de transparência.

Em resposta, a Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência da República rechaçou as acusações, classificando-as como “absurdas” e “descabidas”. O texto oficial brasileiro defendeu o Pix como um patrimônio do país e uma referência global em infraestrutura pública digital, e definiu a imposição das tarifas como um “marco lastimável” na história das relações bilaterais.

Para contra-atacar as sanções e mitigar danos à economia nacional, o Executivo federal confirmou que iniciará de imediato os trâmites para acionar a Lei de Reciprocidade — ferramenta aprovada por unanimidade no Congresso Nacional. Além disso, o Itamaraty formalizará uma queixa no mecanismo de solução de controvérsias da Organização Mundial do Comércio (OMC). As medidas de proteção à indústria e aos empregos internos serão coordenadas por meio do chamado Plano Brasil Soberano.

O anúncio gerou reação imediata do setor produtivo. Entidades como a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) manifestaram preocupação com a perda de competitividade das exportações e cobraram a retomada do diálogo diplomático, alertando para o risco de uma guerra comercial. Apesar do impacto geral, produtos estratégicos da pauta de exportação brasileira — como aeronaves, petróleo, café, carnes e medicamentos — ficaram isentos da nova lista de taxação.

Fonte: Agência Brasil.

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