quinta-feira, 29 de outubro de 2026
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Câmara de Alagoinhas debate implementação de atendimento direto de fisioterapia na rede do SUS.

Audiência pública propõe modelo de primeiro contato para agilizar diagnósticos, além de reforçar equipes de Atenção Primária e eliminar gargalos na reabilitação de pacientes. A Câmara Municipal de Alagoinhas sediou uma audiência pública para discutir a ampliação e a reestruturação dos serviços de fisioterapia no Sistema Único de Saúde (SUS). Promovido pelos mandatos dos vereadores […]

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Por Paulo Pinheiro 29 de outubro de 2026 às 10:15 · 3 min de leitura

Audiência pública propõe modelo de primeiro contato para agilizar diagnósticos, além de reforçar equipes de Atenção Primária e eliminar gargalos na reabilitação de pacientes.

A Câmara Municipal de Alagoinhas sediou uma audiência pública para discutir a ampliação e a reestruturação dos serviços de fisioterapia no Sistema Único de Saúde (SUS). Promovido pelos mandatos dos vereadores Cláudio Abiúde e Juci Cardoso, o encontro reuniu parlamentares, gestores públicos, profissionais de saúde e estudantes para debater estratégias de democratização do acesso à reabilitação, além da integração dos profissionais às redes de atenção básica do município.

O ponto central das discussões foi a apresentação do modelo de fisioterapia de primeiro contato pelo conselheiro e delegado do Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 7ª Região (CREFITO-7), Rafael Araújo. A proposta permite que o paciente receba avaliação e tratamento fisioterapêutico diretamente na Atenção Primária, sem a necessidade de triagem ou encaminhamento prévio por outro profissional de saúde. Fundamentada em dados científicos e práticas internacionais, a medida visa reduzir o tempo de espera nas filas, diminuir custos operacionais e conferir maior resolutividade aos atendimentos.

Diante da proposta, a presidente do Conselho Municipal de Saúde, Daniela Barbosa, defendeu o encaminhamento da matéria ao colegiado e à Secretaria Municipal de Saúde. A intenção é avaliar a viabilidade de um diagnóstico situacional e da implantação de um projeto-piloto integrado às equipes multiprofissionais da Atenção Primária (eMulti). Daniela ressaltou que a assistência no SUS deve ser prestada de forma integral, garantindo o bem-estar completo do usuário.

O debate também expôs fragilidades na continuidade do tratamento da população. A fisioterapeuta Cinthia Sales de Araújo, integrante do Centro Especializado em Reabilitação (CER III), relatou dificuldades no processo de contrarreferência, apontando que pacientes com condições neurológicas frequentemente ficam desassistidos ao receberem alta do serviço especializado sem a devida absorção pela rede básica. Em resposta, painelistas e a coordenadora do CER III, Iramar Bacelar, defenderam o fortalecimento do modelo biopsicossocial, a prática baseada em evidências e a remoção de barreiras arquitetônicas que impedem a autonomia e o acesso de pessoas com deficiência aos espaços públicos.

A audiência foi encerrada com o compromisso do vereador Cláudio Abiúde de compilar as diretrizes apresentadas — incluindo a redução do tempo de espera, o incentivo à capacitação profissional, o aprimoramento dos fluxos de referência e o mapeamento das demandas locais — para envio oficial ao Poder Executivo e aos órgãos competentes da saúde pública.

Fonte: Câmara de Alagoinhas.

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