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CPI do INSS: Base governista pede indiciamento de Jair e Flávio Bolsonaro.

Por Paulo Pinheiro • 28 de março de 2026

A base governista no Congresso Nacional apresentou um relatório paralelo à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, pedindo o indiciamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e de seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O documento, apresentado na sexta-feira (27), surge como uma reação ao parecer oficial do relator, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), que concentrava as acusações em figuras ligadas ao atual governo.

No texto alternativo, os parlamentares governistas acusam Jair Bolsonaro de ser o mentor de uma organização criminosa voltada para fraudar descontos associativos de aposentados e pensionistas. As tipificações sugeridas incluem crimes como furto qualificado contra idoso, organização criminosa e improbidade administrativa. Flávio Bolsonaro, por sua vez, é citado por suposto envolvimento na mesma estrutura.

Divergência de relatórios

A movimentação evidencia a polarização que marcou a reta final do colegiado. Enquanto o relatório oficial de Alfredo Gaspar pedia o indiciamento de 216 pessoas — incluindo o filho do presidente Lula, Fábio Luís Lula da Silva, e ex-ministros da gestão atual —, a base do governo rebateu com uma lista de cerca de 130 nomes, focando em autoridades da gestão anterior.

Desfecho da Comissão

Apesar da apresentação do texto alternativo, a CPMI do INSS foi encerrada na madrugada de sábado (28) sem a aprovação de um relatório final. O parecer de Gaspar foi rejeitado por 19 votos a 12, e o presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), optou por não colocar o relatório governista em votação.

Com o fim dos trabalhos, os documentos — mesmo sem aprovação formal do colegiado — serão encaminhados a órgãos de controle. O governo informou que enviará sua versão à Polícia Federal, enquanto o relator oficial pretende protocolar suas conclusões no Ministério Público Federal e no Supremo Tribunal Federal.

O encerramento ocorre após o STF negar o pedido de prorrogação da comissão, determinando o prazo final para este sábado. A investigação, iniciada em agosto de 2025, apurou esquemas de descontos indevidos em benefícios previdenciários e supostas irregularidades em empréstimos consignados.

Fonte: Agência Brasil

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