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Câmara de Alagoinhas debate auxílio a vítima de feminicídio e medidas contra o avanço da dengue.

Por Paulo Pinheiro • 1 de abril de 2026

Vereadora Juci Cardoso propõe campanha para custear tratamento de mulher incendiada pelo companheiro e exige recomposição do quadro de agentes de endemias.

A Câmara Municipal de Alagoinhas (BA) pautou, na sessão ordinária de terça-feira, 31, a criação de uma rede de apoio financeiro para uma vítima de tentativa de feminicídio e a adoção de medidas emergenciais para conter a alta de casos de dengue no município. Os temas foram levantados pela vereadora Juci Cardoso, que cobrou maior rigor nas ações do Executivo local e engajamento da sociedade civil.

No âmbito da defesa dos direitos da mulher, a parlamentar propôs que o Legislativo lidere uma campanha de arrecadação de fundos para auxiliar a família de Thayná, jovem atacada pelo companheiro no último dia 20 de março. A vítima, que teve o corpo incendiado, encontra-se internada em estado grave em Salvador. O objetivo da mobilização é ajudar a custear as despesas do tratamento médico e o deslocamento de familiares até a capital baiana.

Crise sanitária

Com histórico de atuação como agente de endemias, a vereadora também alertou para a escalada da dengue, manifestando preocupação especial com a incidência no bairro Jardim Petrolar. Cardoso criticou o atual déficit de profissionais nas ruas — agravado por licenças médicas e aposentadorias — e cobrou do secretário municipal de Saúde, Luciano Sérgio, a recomposição imediata das equipes, bem como a realização de um novo concurso público. A prática de deslocar agentes para áreas distantes de suas comunidades de origem também foi alvo de críticas, por comprometer a eficiência do trabalho de campo.

Durante o pronunciamento, a parlamentar desmistificou o uso do carro fumacê como política sanitária principal. Segundo ela, a utilização do inseticida representa a “falência das ações preventivas”, uma vez que elimina apenas o mosquito adulto por um curto período (cerca de 30 minutos) e oferece riscos à saúde de crianças alérgicas e idosos. A eficácia do combate, enfatizou, depende estritamente da eliminação de ovos e larvas.

Por fim, a vereadora exigiu a aplicação rigorosa de uma lei municipal de 2012 que determina a notificação e a limpeza obrigatória de terrenos baldios. Ela denunciou a falta de fiscalização sobre propriedades abandonadas com focos de água parada, incluindo imóveis de alto padrão com piscinas sem manutenção. Para a parlamentar, mutirões isolados da Prefeitura não resolvem o problema estrutural, que exige vigilância constante do poder público e responsabilização coletiva no descarte adequado de lixo para evitar novas mortes.

Fonte: Câmara de Alagoinhas

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