segunda-feira, 27 de abril de 2026
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Projeto estadual bate recorde de autores independentes e impulsiona nova literatura na Bienal da Bahia.

A Bienal do Livro Bahia 2026 encerrou suas atividades na última terça-feira, 21, no Centro de Convenções de Salvador, com destaque para a produção literária fora do grande circuito comercial. O projeto “Vozes da Bahia”, iniciativa do governo estadual gerida pela Fundação Pedro Calmon (FPC/Secult-BA), reuniu mais de 200 profissionais do setor, estabelecendo um marco […]

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Por Paulo Pinheiro 23 de abril de 2026 às 14:48 · 2 min de leitura

A Bienal do Livro Bahia 2026 encerrou suas atividades na última terça-feira, 21, no Centro de Convenções de Salvador, com destaque para a produção literária fora do grande circuito comercial. O projeto “Vozes da Bahia”, iniciativa do governo estadual gerida pela Fundação Pedro Calmon (FPC/Secult-BA), reuniu mais de 200 profissionais do setor, estabelecendo um marco de democratização e visibilidade para escritores locais.

Ao longo de sete dias, os ambientes dedicados à ação receberam um público superior a cinco mil pessoas. A programação estruturou-se em torno do auditório principal do projeto, que sediou 14 sessões de debates, e se estendeu ao Café Literário, ao Estande do Governo e ao Espaço Infantil. O formato abriu portas não apenas para romancistas e poetas, mas também para quadrinistas, cordelistas, editoras regionais e coletivos que organizam saraus.

A seleção dos participantes, viabilizada por meio de edital público, assegurou que representantes de diversos territórios de identidade do estado tivessem acesso direto aos leitores. As temáticas discutidas nas mesas refletiram essa diversidade, transitando entre os desafios do mercado editorial na era digital e a valorização das raízes históricas.

Um dos eixos centrais das discussões foi a produção literária indígena. Mesas específicas contaram com a presença de autores de etnias como Pataxó, Payayá e Tuxá, que debateram o uso da escrita contemporânea como ferramenta de demarcação cultural, registro histórico e resistência política.

Para a cadeia produtiva do livro na Bahia, o projeto funcionou na prática como uma política de fomento econômico. Autores que participaram do evento pela primeira vez puderam expor, debater e comercializar suas obras em pé de igualdade com grandes editoras, inserindo títulos que costumam circular à margem da grande mídia no centro do maior evento literário do Nordeste.

A recepção do público endossou a estratégia de descentralização do acesso à cultura. A forte adesão, que englobou desde o público especializado até crianças acompanhadas de familiares, sinaliza a viabilidade e a demanda por festas literárias que integrem o incentivo à leitura com a difusão da identidade regional contemporânea.

Fonte: GOVBA

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