Conta de luz sobe em maio com acionamento de bandeira amarela pela Aneel.
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou que a conta de luz dos brasileiros ficará mais cara em maio. A agência reguladora determinou a aplicação da bandeira tarifária amarela para o próximo mês, o que resultará em uma cobrança extra de R$ 1,88 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos pelos clientes conectados ao Sistema […]
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou que a conta de luz dos brasileiros ficará mais cara em maio. A agência reguladora determinou a aplicação da bandeira tarifária amarela para o próximo mês, o que resultará em uma cobrança extra de R$ 1,88 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos pelos clientes conectados ao Sistema Interligado Nacional (SIN).
A elevação no custo da energia é um reflexo direto da redução do regime de chuvas no País, típica do período de transição entre as estações úmida e seca. A menor incidência pluviométrica compromete o armazenamento dos reservatórios e reduz a produção das usinas hidrelétricas. Para garantir o abastecimento, o sistema elétrico é obrigado a despachar energia de usinas termelétricas, cuja operação apresenta um custo significativamente mais elevado.
O retorno da cobrança extra interrompe uma estabilidade tarifária que vigorava desde o início do ano. Entre janeiro e abril, as faturas de energia operaram sob a bandeira verde — sem qualquer custo adicional para o consumidor —, sustentadas pelas condições climáticas favoráveis do verão que mantiveram a geração hídrica em níveis satisfatórios.
Em vigor desde 2015, o mecanismo das bandeiras tarifárias funciona como um termômetro dos custos de geração de energia no Brasil. Mensalmente, o cenário é reavaliado pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). Quando o custo para produzir eletricidade sobe, as bandeiras passam da cor verde para amarela ou vermelha (nos patamares 1 ou 2), sinalizando ao consumidor a necessidade de adequação no consumo e garantindo a cobertura financeira operacional do sistema.
Fonte: ANEEL