CMN libera crédito emergencial para cooperativas de leite do Pronaf.
O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou nesta quinta-feira, 23, a criação de uma linha de crédito de capital de giro destinada a cooperativas da agricultura familiar focadas na produção e no processamento de leite. A medida tem caráter temporário e visa auxiliar organizações ligadas ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) que enfrentam […]
O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou nesta quinta-feira, 23, a criação de uma linha de crédito de capital de giro destinada a cooperativas da agricultura familiar focadas na produção e no processamento de leite. A medida tem caráter temporário e visa auxiliar organizações ligadas ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) que enfrentam dificuldades financeiras.
As contratações poderão ser feitas até 30 de junho de 2026. Segundo o Ministério da Fazenda, os recursos atuarão como um reforço de caixa emergencial para assegurar a continuidade das operações diárias do setor. O montante permitirá a manutenção da compra da produção de pequenos agricultores, evitando atrasos nos pagamentos, demissões no campo e a quebra da cadeia de abastecimento de laticínios.
Para ter acesso ao financiamento, as cooperativas devem integrar o Pronaf Agroindústria e comprovar incapacidade de honrar dívidas de curto prazo neste ano. Além disso, é exigida a vinculação prévia a programas governamentais de fortalecimento e gestão da agricultura familiar.
As condições da linha de crédito preveem taxa de juros de 8% ao ano e prazo de pagamento de até seis anos, com um ano de carência para o abatimento do valor principal. O limite de captação foi fixado em R$ 40 milhões por cooperativa, respeitando o teto de R$ 90 mil por cooperado. As operações poderão ser viabilizadas de forma fragmentada, por meio de mais de uma instituição financeira.
Com a injeção de liquidez, o governo projeta a normalização do fluxo produtivo, a garantia da renda das famílias rurais e a preservação de postos de trabalho no interior do País.
Fonte: BACEM