Governo e iniciativa privada articulam integração de refugiados afegãos ao mercado de trabalho.
Um encontro realizado em São Paulo no último dia 16 de abril reuniu representantes do setor público, empresários e organizações humanitárias para debater soluções viáveis para a inclusão profissional de refugiados afegãos no Brasil. A iniciativa busca superar as barreiras de empregabilidade enfrentadas por essa população, criando pontes diretas entre quem precisa de trabalho e […]
Um encontro realizado em São Paulo no último dia 16 de abril reuniu representantes do setor público, empresários e organizações humanitárias para debater soluções viáveis para a inclusão profissional de refugiados afegãos no Brasil. A iniciativa busca superar as barreiras de empregabilidade enfrentadas por essa população, criando pontes diretas entre quem precisa de trabalho e as empresas dispostas a diversificar seus quadros.
O evento foi estruturado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), em parceria com a Agência da ONU para Refugiados (Acnur) e a organização internacional Islamic Relief USA (Irusa). A pauta central focou na sensibilização do empresariado, expondo os desafios imediatos dos migrantes – como a barreira do idioma português e o desconhecimento da dinâmica do mercado local – e apresentando perfis profissionais qualificados aptos para a contratação.
Atualmente, o Brasil acolhe cerca de 7,6 mil afegãos sob a prerrogativa de proteção internacional, a maioria ingressante no país amparada por vistos humanitários. Desde 2020, o governo brasileiro reconhece formalmente a crise e a violação sistemática de direitos humanos no Afeganistão, o que justifica a urgência em não apenas receber, mas também garantir a subsistência dessas famílias.
A estratégia para acelerar a contratação envolveu o compartilhamento de experiências exitosas de corporações que já absorveram essa mão de obra, a exemplo das vinculadas à Federação das Associações Muçulmanas do Brasil (Fambras). Ferramentas institucionais, como o Fórum Empresas com Refugiados, também foram destacadas como canais fundamentais para essa articulação.
A coordenadora-geral do Comitê Nacional para os Refugiados (Conare) do MJSP, Amarilis Busch Tavares, ressaltou que o acolhimento efetivo depende diretamente da independência financeira dos imigrantes. Segundo ela, a cooperação estreita com a iniciativa privada é a única via capaz de proporcionar condições dignas para que os afegãos reconstruam suas vidas no Brasil de forma autônoma.
Fonte: MJSP