sexta-feira, 19 de junho de 2026
Capa Internacional

Disputa voto a voto no Peru: Keiko Fujimori ultrapassa Roberto Sánchez por margem de 561 votos.

A apuração do segundo turno das eleições presidenciais peruanas sofreu uma nova reviravolta. Nesta quinta-feira, 11, a candidata de direita, Keiko Fujimori, assumiu a liderança da disputa contra o esquerdista Roberto Sánchez Palomino por uma diferença de apenas 561 votos. Com 98,2% das urnas processadas em um colégio eleitoral de 27 milhões de cidadãos, o […]

Avatar de Paulo Pinheiro
Por Paulo Pinheiro 11 de junho de 2026 às 15:40 · 2 min de leitura

A apuração do segundo turno das eleições presidenciais peruanas sofreu uma nova reviravolta. Nesta quinta-feira, 11, a candidata de direita, Keiko Fujimori, assumiu a liderança da disputa contra o esquerdista Roberto Sánchez Palomino por uma diferença de apenas 561 votos. Com 98,2% das urnas processadas em um colégio eleitoral de 27 milhões de cidadãos, o pleito se consolida como um dos mais acirrados da história recente do país.

Segundo os dados oficiais parciais, Keiko contabiliza 9.032.632 votos (50,002%), enquanto Sánchez registra 9.032.092 (49,998%). A virada da candidata conservadora foi impulsionada pelo encerramento da contagem dos votos de peruanos residentes no exterior, segmento no qual ela obteve 63,4% da preferência, ante 36,5% de seu adversário.

Apesar de o processamento regular estar praticamente concluído — restando apenas 20 atas eleitorais de um universo de 92,7 mil —, a proclamação oficial do resultado definitivo deve ocorrer somente em julho. A prorrogação ocorre porque cerca de 1,4 mil atas encontram-se em observação devido a questionamentos variados e passarão por análise do Jurado Nacional de Eleições (JNE). A maior parte desses registros tem origem na região metropolitana de Lima, reduto onde a direita apresenta vantagem, o que estatisticamente tende a favorecer a consolidação de Fujimori.

A definição em margens tão estreitas reflete a profunda polarização territorial, política e social do Peru, que aguarda a posse de seu nono presidente em uma década. O período recente tem sido marcado por instabilidade institucional crônica, acumulando duas renúncias e quatro destituções de mandatários pelo Parlamento.

O embate nas urnas opõe duas visões antagônicas para o futuro do país: Keiko, filha do ex-presidente Alberto Fujimori, defende a manutenção da atual estrutura econômica e políticas de viés privatizante; já Sánchez, ex-ministro e aliado do ex-presidente destituído Pedro Castillo, propõe a refundação do Estado peruano, amparado por forte apelo entre o eleitorado rural e andino.

Fonte: Agência Brasil

Publicidade Espaço Publicitário (728x90)

Descubra mais sobre O Instante

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading