sexta-feira, 19 de junho de 2026
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Mercado eleva projeção da Selic para 13,75% em 2026 diante de pressão inflacionária.

Às vésperas de nova decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), o mercado financeiro revisou para cima, pela segunda semana consecutiva, a estimativa para a taxa básica de juros. Segundo o boletim Focus divulgado nesta segunda-feira, 16, pelo Banco Central, a expectativa majoritária é de que a Selic encerre 2026 em 13,75% ao ano. A […]

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Por Paulo Pinheiro 15 de junho de 2026 às 19:39 · 2 min de leitura

Às vésperas de nova decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), o mercado financeiro revisou para cima, pela segunda semana consecutiva, a estimativa para a taxa básica de juros. Segundo o boletim Focus divulgado nesta segunda-feira, 16, pelo Banco Central, a expectativa majoritária é de que a Selic encerre 2026 em 13,75% ao ano. A projeção anterior indicava uma taxa de 13,5%.

A alteração reflete uma contínua deterioração no cenário de preços, agravada pelos impactos econômicos da guerra no Oriente Médio, que encareceu o custo global de combustíveis e alimentos. Em resposta, a previsão para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu pela 14ª semana seguida e saltou de 5,11% para 5,30% para este ano. O patamar rompe o teto da meta de inflação perseguida pelo BC, estipulada em 3% com margem de tolerância até 4,5%. Em maio, a inflação oficial acumulada em 12 meses já registrava 4,72%.

Neste contexto de cautela, os analistas apostam que o Copom manterá a Selic em seu atual patamar de 14,5% ao ano ao fim da reunião desta quarta-feira, 17. O colegiado havia cortado a taxa em 0,25 ponto porcentual no encontro de abril, após os juros estacionarem em 15% entre junho de 2025 e março de 2026.

Para o horizonte de longo prazo, o mercado prevê um afrouxamento monetário gradual e estima que a Selic recue para 12% em 2027, 10,25% em 2028 e chegue a 10% em 2029.

Apesar da perspectiva de juros altos e inflação pressionada, as estimativas de expansão da economia brasileira registraram ligeira melhora. A previsão para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026 passou de 1,91% para 1,96% no levantamento atual. Já em relação ao câmbio, as instituições financeiras projetam que o dólar encerre o ano cotado a R$ 5,20.

Fonte: Agência Brasil.

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