Coaf identifica repasses de R$ 3,6 milhões a empresa de ACM Neto.
Relatório aponta transferências do Banco Master e da gestora Reag entre 2023 e 2024; ex-prefeito diz que valores referem-se a serviços de consultoria BRASÍLIA — Um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) identificou que a A&M Consultoria Ltda., empresa do ex-prefeito de Salvador e vice-presidente do União Brasil, ACM Neto, recebeu R$ […]
Relatório aponta transferências do Banco Master e da gestora Reag entre 2023 e 2024; ex-prefeito diz que valores referem-se a serviços de consultoria
BRASÍLIA — Um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) identificou que a A&M Consultoria Ltda., empresa do ex-prefeito de Salvador e vice-presidente do União Brasil, ACM Neto, recebeu R$ 3,6 milhões do Banco Master e da gestora de recursos Reag Investimentos. As movimentações, ocorridas após as eleições de 2022, chamaram a atenção dos técnicos por superarem a capacidade financeira declarada da firma.
De acordo com o documento, os repasses foram realizados em diferentes etapas entre março de 2023 e maio de 2024. O montante principal concentra-se em 11 transferências da Reag, que totalizam R$ 1,5 milhão, e nove do Banco Master, somando R$ 1,3 milhão. Outros pagamentos efetuados no início de 2023 completam o valor total sob análise.
A A&M Consultoria foi constituída em dezembro de 2022 com um capital social de R$ 2 mil. Além dos recebimentos das instituições financeiras, o Coaf registrou que o próprio ACM Neto recebeu R$ 4,2 milhões da empresa em 14 repasses no mesmo período.
Contexto e Investigações
Os dados surgem em meio ao aprofundamento de investigações sobre o Banco Master. Na última semana, o proprietário da instituição, Daniel Vorcaro, teve a prisão preventiva decretada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão judicial menciona a existência de um suposto “braço armado” utilizado pelo empresário para intimidar adversários.
Outro Lado
Em nota, ACM Neto afirmou que os valores são oriundos de contratos formais de consultoria em gestão empresarial, área de atuação da sua empresa. O político ressaltou que os serviços foram efetivamente prestados e que os pagamentos cessaram assim que os contratos foram finalizados.
Neto também criticou o que chamou de “vazamento seletivo” de informações sigilosas e declarou estar “totalmente seguro” quanto à legalidade das operações, reforçando que não há qualquer relação entre suas atividades profissionais e as investigações que recaem sobre os executivos das instituições mencionadas.
Fonte: O Globo