Falta de atenção e distância segura agravam engavetamentos na BR-324.
BALANÇO | Comportamento do motorista é a principal causa de acidentes em 2026; rodovia que liga Salvador a Feira de Santana lidera estatísticas de colisões múltiplas no Estado. Alagoinhas – Um novo engavetamento no trecho de Amélia Rodrigues, na BR-324, acendeu o alerta da Polícia Rodoviária Federal (PRF) para o aumento da gravidade de sinistros […]
BALANÇO | Comportamento do motorista é a principal causa de acidentes em 2026; rodovia que liga Salvador a Feira de Santana lidera estatísticas de colisões múltiplas no Estado.
Alagoinhas – Um novo engavetamento no trecho de Amélia Rodrigues, na BR-324, acendeu o alerta da Polícia Rodoviária Federal (PRF) para o aumento da gravidade de sinistros nas rodovias baianas neste início de ano. O episódio mais recente, provocado por um veículo de carga que não conseguiu frear a tempo, resultou em morte e reforça um diagnóstico recorrente: a imprudência ao volante supera as falhas mecânicas como fator determinante de tragédias.
Dados da PRF revelam um cenário mais severo em 2026 na comparação com o ano anterior. Entre 1º de janeiro e 17 de março, o Estado registrou 21 engavetamentos, que deixaram 42 feridos e três mortos. No mesmo período de 2025, embora o número de ocorrências fosse próximo, não houve registro de óbitos, e o total de feridos foi 50% menor.
O fator humano:
A análise técnica da PRF aponta que a grande maioria das colisões múltiplas poderia ser evitada. Das ocorrências registradas este ano, a principal causa (9 casos) foi o desrespeito à distância de segurança entre os veículos. Reações tardias ou a ausência total de reação dos condutores aparecem logo em seguida, somando 9 incidentes.
“O comportamento do condutor é o fator decisivo. A falta de atenção, potencializada pelo uso do celular ou pelo excesso de velocidade, impede que o motorista antecipe manobras de emergência”, avalia a corporação em nota.
Rodovias críticas:
A BR-324 mantém-se como o trecho mais crítico da Bahia para esse tipo de acidente. Em 2025, a rodovia concentrou 43 engavetamentos, seguida pelas BRs 116 e 101. A característica de fluxo intenso e a mistura de veículos leves e pesados exigem, segundo especialistas, uma condução defensiva rigorosa.
Para reduzir os riscos, a PRF recomenda quatro pilares de segurança:
- Distância: Manter o espaço necessário para frenagens bruscas;
- Velocidade: Respeitar os limites, especialmente em trechos urbanos ou de grande fluxo;
- Foco: Evitar distrações internas, como dispositivos eletrônicos;
- Visibilidade: Estar atento não apenas ao carro à frente, mas ao fluxo adiante.
O engavetamento em Amélia Rodrigues, que envolveu nove veículos e destruiu um carro de passeio, serve como lembrança de que, em rodovias de alta velocidade, a margem para erro é mínima. A fiscalização segue intensificada, mas a autoridade policial reitera que a segurança viária depende, primordialmente, da mudança de postura de quem conduz.
Fonte: PRFBA