Vereadora cobra rigor da Câmara de Alagoinhas contra-ataques à radialista.
Parlamentar Juci Cardoso classificou ofensas contra Patrícia França como violência de gênero e criticou silêncio institucional; bancada feminina manifestou apoio. ALAGOINHAS – A Câmara Municipal de Alagoinhas foi palco, nesta terça-feira (17), de um forte apelo contra a violência de gênero e a favor da liberdade de imprensa. A vereadora Juci Cardoso utilizou a tribuna […]
Parlamentar Juci Cardoso classificou ofensas contra Patrícia França como violência de gênero e criticou silêncio institucional; bancada feminina manifestou apoio.
ALAGOINHAS – A Câmara Municipal de Alagoinhas foi palco, nesta terça-feira (17), de um forte apelo contra a violência de gênero e a favor da liberdade de imprensa. A vereadora Juci Cardoso utilizou a tribuna para denunciar ataques misóginos direcionados à radialista Patrícia França, após posicionamentos públicos da profissional.
A parlamentar cobrou uma postura enérgica não apenas do Legislativo, mas também do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher e da Secretaria de Políticas para Mulheres. Segundo Juci, a omissão das instituições diante de agressões digitais configura conivência. “O constrangimento não pode ser de quem denuncia, mas de quem pratica esse tipo de violência”, afirmou.
O enfrentamento ao discurso de ódio
O discurso da vereadora destacou a preocupação com a ascensão de conteúdos que naturalizam a agressão feminina, citando especificamente a retórica conhecida como “red pill”. Para a parlamentar, esse tipo de manifestação incentiva ataques sistemáticos que extrapolam o caso individual da radialista.
“Quem naturaliza esse tipo de fala também naturaliza outras formas de violência. Isso não é apenas sobre Patrícia França. É sobre todos nós”, pontuou Juci Cardoso.
Apoio no Legislativo
O pronunciamento ecoou entre outros parlamentares. A vereadora Jaldice Nunes solidarizou-se com a profissional, relatando ter recebido evidências de casos recentes de violência física contra mulheres na região, o que reforça a urgência do debate. Luma Menezes defendeu o direito constitucional de livre manifestação profissional das mulheres, enquanto o vereador José Edésio ressaltou que a liberdade de imprensa é soberana e que críticas a pessoas públicas devem se manter no campo das ideias, sem descambar para a agressão pessoal.
Até o fechamento desta reportagem, a Câmara não havia emitido uma nota oficial conjunta sobre as medidas práticas que serão adotadas para apurar os ataques mencionados.
Fonte: Câmara Municipal de Alagoinhas