sábado, 18 de abril de 2026
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Varejo baiano cresce 2,7% em fevereiro com impulso do Carnaval e inflação menor.

O comércio varejista na Bahia registrou um avanço de 2,7% em fevereiro na comparação com janeiro, superando a média de crescimento nacional, que ficou em 0,6% no mesmo período. O resultado marca o 11º mês consecutivo de expansão do setor no Estado e foi puxado, sobretudo, pela realização do Carnaval e pela desaceleração dos preços […]

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Por Paulo Pinheiro 16 de abril de 2026 às 14:11 · 3 min de leitura

O comércio varejista na Bahia registrou um avanço de 2,7% em fevereiro na comparação com janeiro, superando a média de crescimento nacional, que ficou em 0,6% no mesmo período. O resultado marca o 11º mês consecutivo de expansão do setor no Estado e foi puxado, sobretudo, pela realização do Carnaval e pela desaceleração dos preços em categorias de consumo básico.

Frente a fevereiro do ano passado, a alta foi ainda maior, atingindo 3,2%. No acumulado dos últimos 12 meses, as vendas baianas já somam um incremento de 3%, o dobro do índice apurado em todo o País (1,4%). Os dados integram a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e foram detalhados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI).

O dinamismo econômico do mês é justificado principalmente pelo efeito calendário. Diferentemente de 2025, quando o Carnaval ocorreu em março, a festa deste ano aconteceu em fevereiro, aquecendo diretamente a demanda por serviços, alimentos, bebidas e combustíveis, com reflexo imediato nos supermercados e farmácias.

Além da sazonalidade festiva, o bolso do consumidor sentiu um alívio pontual na inflação. A Região Metropolitana de Salvador registrou um Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 0,40% no mês, abaixo dos 0,52% de janeiro. O recuo foi garantido pela deflação no grupo de alimentação e bebidas (-0,09%) e pela queda significativa nos preços dos combustíveis (-3,29%). Esse cenário de barateamento foi suficiente para sustentar as vendas, mesmo diante do atual nível de endividamento e de juros elevados das famílias.

Impacto das despesas de início de ano

Apesar do balanço geral positivo, setores não essenciais sofreram baixas no Estado. O segmento de tecidos, vestuário e calçados amargou uma retração de 24% na comparação com fevereiro do ano anterior. O recuo expressivo expõe o tradicional ajuste do orçamento familiar nos primeiros meses do ano, período em que os consumidores direcionam a renda para o pagamento de tributos como IPVA e IPTU, além de matrículas e materiais escolares.

Varejo ampliado

O varejo ampliado — que inclui não apenas o comércio restrito, mas também o atacado alimentar e os setores de veículos e materiais de construção — teve um salto mensal de 5,4%. Na comparação anual, o aumento foi de 3,3%.

O principal motor desse índice foi o atacado especializado em produtos alimentícios e bebidas, que disparou 20,4% embalado pela queda nos preços da cesta básica. Em contrapartida, as vendas de veículos e peças e de materiais de construção continuaram em terreno negativo, contabilizando recuos de 5,3% e 5,0%, respectivamente.

Fonte: GOVBA

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