Operação no Rio de Janeiro prende operadora financeira e desarticula núcleo de facção baiana.
Uma força-tarefa composta pelas polícias civis da Bahia e do Rio de Janeiro, em conjunto com o Ministério Público baiano (MP-BA), deflagrou a Operação Duas Rosas II na última segunda-feira, 20. A ação teve como alvo a cúpula de uma organização criminosa originária do extremo sul da Bahia que se abrigava na comunidade do Vidigal, […]
Uma força-tarefa composta pelas polícias civis da Bahia e do Rio de Janeiro, em conjunto com o Ministério Público baiano (MP-BA), deflagrou a Operação Duas Rosas II na última segunda-feira, 20. A ação teve como alvo a cúpula de uma organização criminosa originária do extremo sul da Bahia que se abrigava na comunidade do Vidigal, na zona sul da capital fluminense.
O principal saldo da operação foi a captura de Núbia Santos Oliveira. Investigada por lavagem de dinheiro e com mandados em aberto por tráfico de drogas e homicídio, ela é apontada como a operadora financeira do Primeiro Comando de Eunápolis (PCE) e esposa de Wallas Souza Soares, o “Patola”, um dos líderes da organização. Segundo as autoridades, o núcleo baiano atua no Rio sob o abrigo tático e logístico do Comando Vermelho (CV).
Durante as incursões no morro, os agentes também prenderam dois homens em flagrante: Patrick Cesar Tobias Xavier, apontado como um dos criminosos mais procurados de Goiás, e Christian Fernandes Rodrigues da Silva, natural de Minas Gerais. O efetivo apreendeu um arsenal que incluía um fuzil Colt calibre 5.56, uma pistola Canik de 9 milímetros com a numeração raspada e uma espingarda calibre 12, além de munições, drogas, rádios comunicadores e trajes camuflados.
A ofensiva policial é um desdobramento direto das investigações sobre a fuga de detentos do Conjunto Penal de Eunápolis, registrada em dezembro de 2024. De acordo com a inteligência policial, os chefes da facção se estabeleceram no Rio de Janeiro logo após a evasão prisional. Mesmo foragidos e vivendo em residências de alto padrão no morro, continuavam a coordenar remotamente a rede de tráfico, ordenar assassinatos e comandar roubos no território baiano.
A nomenclatura da operação, “Duas Rosas”, remete a um código cifrado utilizado pelos investigados em referência ao valor de R$ 2 milhões — montante que, segundo as investigações, teria sido negociado como suborno para garantir e facilitar a fuga do presídio. As forças de segurança mantêm as buscas na região de mata fechada no entorno do Vidigal com o objetivo de localizar e deter outros membros do alto escalão da facção que conseguiram escapar do cerco.
Fonte: SSP BA