terça-feira, 5 de maio de 2026
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Alagoinhas confirma 169 casos de arboviroses e esclarece fluxo de testagem na rede municipal.

A Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) de Alagoinhas (BA) veio a público nesta segunda-feira para esclarecer o cenário epidemiológico das arboviroses na cidade. Ao contrário do montante de 1.200 registros que circulou recentemente, o município contabiliza, até o momento, 169 casos confirmados de dengue, zika e chikungunya. O número mais alto refere-se apenas às notificações […]

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Por Paulo Pinheiro 4 de maio de 2026 às 15:16 · 3 min de leitura

A Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) de Alagoinhas (BA) veio a público nesta segunda-feira para esclarecer o cenário epidemiológico das arboviroses na cidade. Ao contrário do montante de 1.200 registros que circulou recentemente, o município contabiliza, até o momento, 169 casos confirmados de dengue, zika e chikungunya. O número mais alto refere-se apenas às notificações — ou seja, suspeitas clínicas iniciais que ainda dependem de investigação.

A diferença entre notificação e confirmação é uma etapa padrão do monitoramento epidemiológico. De acordo com o gerente de Endemias da Vigilância em Saúde da cidade, João Luiz Teixeira, todos os pacientes que apresentam sintomas entram nas estatísticas de suspeição e passam a ser acompanhados. A validação ou o descarte do diagnóstico ocorre somente após a emissão de laudos laboratoriais ou por meio de critérios clínico-epidemiológicos específicos.

Para organizar a demanda e agilizar o diagnóstico, a Prefeitura estruturou um fluxo direto de atendimento. O paciente sintomático deve procurar uma unidade de saúde, onde passa por avaliação, recebe tratamento para os sintomas e tem a notificação gerada no sistema. No mesmo momento, o cidadão já sai da unidade com o agendamento prévio (data e horário) para realizar a coleta do exame no laboratório municipal.

As amostras são recolhidas às segundas, terças, quintas e sextas-feiras, operando em turno contínuo das 7h às 15h, com pausa apenas para o almoço. O material coletado é então remetido ao Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen), do governo estadual, responsável pelo processamento técnico. A janela de espera para a liberação dos resultados varia de cinco a sete dias. Com o laudo em mãos, a equipe de Vigilância insere a classificação final do paciente no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan).

Paralelamente ao esforço de testagem e monitoramento contínuo, a Sesau afirma ter intensificado as frentes de combate ao mosquito Aedes aegypti em toda a extensão urbana. A orientação do poder público é clara: o controle eficaz das arboviroses depende intrinsecamente da adesão popular. A prefeitura solicita que a população elimine potenciais criadouros de mosquitos nos quintais e mantenha as portas abertas para as vistorias técnicas dos agentes de endemias.

Fonte: SECOM Alagoinhas

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