sexta-feira, 15 de maio de 2026
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Desenrola terá nova fase voltada a informais e consumidores sem dívidas em atraso.

O Ministério da Fazenda planeja lançar, até o início de junho, uma nova etapa do programa Desenrola Brasil. A iniciativa será direcionada a trabalhadores informais e a consumidores adimplentes que, embora mantenham o pagamento de suas contas em dia, são prejudicados pelas altas taxas de juros praticadas no mercado de crédito. O ministro da Fazenda, […]

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Por Paulo Pinheiro 6 de maio de 2026 às 13:30 · 2 min de leitura

O Ministério da Fazenda planeja lançar, até o início de junho, uma nova etapa do programa Desenrola Brasil. A iniciativa será direcionada a trabalhadores informais e a consumidores adimplentes que, embora mantenham o pagamento de suas contas em dia, são prejudicados pelas altas taxas de juros praticadas no mercado de crédito.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, confirmou a medida nesta quarta-feira, 6. O objetivo central é oferecer uma alternativa financeira mais barata a profissionais que não possuem salário recorrente. Segundo o ministro, a dinâmica da informalidade obriga o trabalhador a buscar o sustento de forma intermitente, o que o deixa mais exposto aos custos elevados do sistema financeiro. “É ele quem mais toma juros caros no País”, afirmou.

A nova linha de crédito complementa as ações do recém-reformulado Desenrola Brasil, oficializado na última segunda-feira, 4. O escopo atual do programa atende a pessoas com renda de até cinco salários mínimos (R$ 8.105) e permite a renegociação de passivos no cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal, além de englobar dívidas estudantis ligadas ao Fies.

Ao estender as condições facilitadas também para quem não está negativado, o governo tenta afastar a percepção de que a política de renegociação estaria incentivando o calote. Para a Fazenda, é uma questão de equidade que os bons pagadores recebam estímulos equivalentes do Estado. A equipe econômica avalia que o elevado nível de endividamento no País é consequência direta do impacto da pandemia e da estagnação da renda nos últimos anos, ressaltando que a prioridade absoluta da atual gestão é fomentar a adimplência e equilibrar o orçamento das famílias.

Fonte: EBC

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