sexta-feira, 15 de maio de 2026
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Indústria brasileira avança 0,1% em março e consolida recuperação no primeiro trimestre de 2026.

A produção industrial brasileira registrou o terceiro mês consecutivo de crescimento, com uma ligeira alta de 0,1% em março na comparação com fevereiro. Com o resultado, o setor acumula expansão de 3,1% ao longo de 2026. Os dados, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) por meio da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), indicam […]

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Por Paulo Pinheiro 7 de maio de 2026 às 14:29 · 2 min de leitura

A produção industrial brasileira registrou o terceiro mês consecutivo de crescimento, com uma ligeira alta de 0,1% em março na comparação com fevereiro. Com o resultado, o setor acumula expansão de 3,1% ao longo de 2026. Os dados, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) por meio da Pesquisa Industrial Mensal (PIM), indicam que o volume produtivo se encontra 3,3% acima do patamar pré-pandemia, registrado em fevereiro de 2020. Contudo, a indústria nacional ainda opera 13,9% abaixo de seu recorde histórico, alcançado em maio de 2011.

O desempenho de março foi sustentado por setores de base e energia, que conseguiram compensar a retração observada na maior parte das atividades. Apenas oito dos 25 ramos industriais avaliados pelo IBGE apresentaram crescimento. O principal motor do índice geral foi o segmento de coque, derivados de petróleo e biocombustíveis, que avançou 2,2%, marcando seu quarto mês seguido de expansão. A indústria química também exerceu forte influência positiva, com alta de 4,0%, revertendo as perdas registradas em fevereiro.

Outros segmentos de peso na economia ajudaram a garantir o viés de alta. A fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias cresceu 1,1%, acompanhada pelos setores de metalurgia (1,2%) e de máquinas e equipamentos (1%).

Em contrapartida, 16 ramos de atividade encolheram no período, refletindo a dificuldade em áreas mais atreladas ao consumo direto. As principais pressões negativas vieram da produção de bebidas, que recuou 2,9% e interrompeu uma trajetória de ganhos, e do setor de máquinas, aparelhos e materiais elétricos, com tombo de 3,9%.

A retração também atingiu de forma expressiva as indústrias de móveis (-6%), vestuário e acessórios (-4,1%) e produtos alimentícios (-0,5%). A lista de impactos negativos inclui ainda manutenção de máquinas e equipamentos (-3,9%), produtos de madeira (-4,4%) e equipamentos de informática e eletrônicos (-2,3%), o que evidencia um cenário de retomada ainda desigual dentro do parque fabril do país.

Fonte: EBC

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