Alagoinhas registra alta de arboviroses; infectologista alerta para os riscos da automedicação.
Com o registro de 1.399 casos suspeitos de doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti nos primeiros meses de 2026, o município de Alagoinhas, na Bahia, enfrenta um cenário de alerta sanitário. Diante da alta incidência de dengue, chikungunya e zika, especialistas da rede pública reforçam a importância do diagnóstico clínico adequado e alertam a população […]
Com o registro de 1.399 casos suspeitos de doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti nos primeiros meses de 2026, o município de Alagoinhas, na Bahia, enfrenta um cenário de alerta sanitário. Diante da alta incidência de dengue, chikungunya e zika, especialistas da rede pública reforçam a importância do diagnóstico clínico adequado e alertam a população para os perigos da automedicação.
Embora as três infecções apresentem sintomas iniciais semelhantes — como febre, dores nas articulações e dor na região dos olhos —, a conduta terapêutica sem avaliação prévia é contraindicada. O infectologista Maurício Campos adverte que o uso de anti-inflamatórios, corticoides ou ácido acetilsalicílico (AAS) pode agravar drasticamente o quadro do paciente e elevar o risco de hemorragias, sobretudo nos casos de dengue. A recomendação prioritária é iniciar uma hidratação intensa e buscar orientação profissional para o controle seguro dos sintomas.
O ciclo clássico dessas doenças costuma apresentar remissão espontânea entre 10 e 14 dias. No entanto, o médico destaca que o surgimento de “sinais de alerta”, a exemplo de dor abdominal intensa, vômitos persistentes e sonolência, exige intervenção imediata. O protocolo de atendimento do município orienta que os pacientes procurem primeiramente a unidade básica de saúde mais próxima de suas residências. Após a triagem, casos de maior complexidade são transferidos para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) ou para o Hospital Regional Dantas Bião.
Cenário epidemiológico e prevenção
O balanço da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), que abrange o período de 1º de janeiro a 7 de maio, detalha o impacto das arboviroses na cidade. Das notificações registradas, há 199 confirmações de chikungunya, 73 de dengue e cinco de zika. Outros 781 quadros permanecem em investigação laboratorial ou clínica, enquanto 346 já foram descartados.
Para frear o avanço do vetor, as autoridades sanitárias ressaltam que o engajamento civil é indispensável. A principal frente de combate continua sendo a eliminação de criadouros dentro dos domicílios. Ações rápidas, como dedicar dez minutos semanais para vistoriar quintais, vedar caixas d’água e esvaziar qualquer recipiente propício ao acúmulo de água parada, seguem como as medidas preventivas mais eficazes contra o mosquito.
Fonte: SECOM Alagoinhas