quarta-feira, 13 de maio de 2026
Capa Região de Alagoinhas

Alagoinhas registra quase 1.400 casos suspeitos de arboviroses e endurece regras contra imóveis abandonados.

O município de Alagoinhas (BA) contabilizou 1.399 notificações suspeitas de doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti entre 1º de janeiro e 7 de maio deste ano. De acordo com o boletim epidemiológico divulgado nesta sexta-feira, 8, pela Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), já foram confirmados 199 diagnósticos de chikungunya, 73 de dengue e cinco de […]

Avatar de Paulo Pinheiro
Por Paulo Pinheiro 8 de maio de 2026 às 15:32 · 3 min de leitura

O município de Alagoinhas (BA) contabilizou 1.399 notificações suspeitas de doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti entre 1º de janeiro e 7 de maio deste ano. De acordo com o boletim epidemiológico divulgado nesta sexta-feira, 8, pela Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), já foram confirmados 199 diagnósticos de chikungunya, 73 de dengue e cinco de zika. Atualmente, 781 ocorrências seguem em investigação e 346 foram descartadas após avaliações clínicas e laboratoriais.

Os dados da vigilância epidemiológica apontam que o Jardim Petrolar e o Centro são os bairros com a maior concentração de registros. O Índice de Infestação Predial (IIP) médio da cidade está em 1,78%, patamar considerado de alerta pelas autoridades sanitárias. Contudo, há disparidades locais críticas: no Parque da Jaqueira, o índice atinge 8,82%, o que configura um risco muito elevado para a reprodução do vetor.

Para conter o avanço das infecções, a prefeitura deflagrou uma operação voltada à fiscalização de propriedades abandonadas ou sem manutenção. Terrenos e edificações com acúmulo de lixo, mato ou restos de construção são considerados focos primários do mosquito. Os donos desses imóveis serão notificados e terão um prazo legal de cinco dias para providenciar a limpeza. Em caso de omissão, o Executivo municipal fará a roçagem e a higienização compulsória do espaço. Os custos do serviço serão cobrados dos proprietários infratores, sujeitos ainda a multas que podem chegar a R$ 1.040.

As frentes de combate também incluem o bloqueio químico e sanitário. Agentes de Combate às Endemias já inspecionaram mais de 1.700 quarteirões para eliminação direta de criadouros. Paralelamente, em ação coordenada com o governo estadual, o município iniciou a aplicação de inseticida via UBV Pesado (fumacê) nas regiões com maior infestação, com a meta de cobrir 46 mil imóveis logo na primeira fase.

A Sesau reitera que o controle do vetor exige cooperação ativa da sociedade civil. A orientação oficial é de que os moradores dediquem ao menos dez minutos semanais para inspecionar áreas abertas, tampando caixas-d’água e descartando recipientes que possam acumular chuva. Aos primeiros sintomas de infecção — como febre alta, dores articulares ou dor na região atrás dos olhos —, a recomendação é buscar a unidade de saúde mais próxima.

Fonte: SECOM Alagoinhas

Publicidade Espaço Publicitário (728x90)

Descubra mais sobre O Instante

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading