sexta-feira, 15 de maio de 2026
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Operação mira esquema do PCC que lavava dinheiro em rodeios e transportadoras.

Em ofensiva contra o braço financeiro do Primeiro Comando da Capital (PCC), a Polícia Civil e o Ministério Público de São Paulo deflagraram nesta sexta-feira, 8, a Operação Caronte. A ação busca desarticular uma rede de lavagem de dinheiro que utilizava empresas de transporte e do setor de rodeios para ocultar recursos oriundos do tráfico […]

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Por Paulo Pinheiro 8 de maio de 2026 às 15:11 · 2 min de leitura

Em ofensiva contra o braço financeiro do Primeiro Comando da Capital (PCC), a Polícia Civil e o Ministério Público de São Paulo deflagraram nesta sexta-feira, 8, a Operação Caronte. A ação busca desarticular uma rede de lavagem de dinheiro que utilizava empresas de transporte e do setor de rodeios para ocultar recursos oriundos do tráfico de drogas e de outras atividades ilícitas da facção.

As investigações apontam que o esquema operava por meio de “laranjas”, peças-chave para dar aparência de legalidade a cifras milionárias. O alerta das autoridades soou após o monitoramento de inteligência identificar movimentações bancárias incompatíveis com as rendas declaradas pelos suspeitos. Para estancar o fluxo de capital criminoso, a Justiça determinou o bloqueio imediato de R$ 10 milhões nas contas dos investigados.

Durante a manhã, os agentes cumpriram 11 mandados de busca e apreensão em oito municípios paulistas: Campinas, Atibaia, Monte Mor, Sumaré, Limeira, Mogi das Cruzes, Osasco e Taquaritinga. O saldo da investida resultou na apreensão de dinheiro em espécie, automóveis, caminhões e animais — incluindo bois e cavalos —, bens registrados em nome dos alvos para mascarar o patrimônio da organização.

De acordo com a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), as ramificações do grupo vão além dos crimes financeiros. Um dos alvos alcançados pela operação já havia sido preso preventivamente no ano passado, suspeito de integrar o planejamento da facção para assassinar um promotor de Justiça, o que reforça a periculosidade do núcleo agora descapitalizado pelo Estado.

Fonte: EBC

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