segunda-feira, 11 de maio de 2026
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Com avanço de arboviroses, Alagoinhas intensifica combate ao Aedes aegypti e cerco a imóveis abandonados.

A Prefeitura de Alagoinhas (BA) confirmou 330 casos de dengue, chikungunya e zika nas primeiras 18 semanas de 2026. O município registra 1.382 notificações suspeitas e, para conter o avanço das doenças, ampliou as ações de bloqueio com carros fumacê e iniciou uma operação para responsabilizar donos de terrenos abandonados que servem como criadouros para […]

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Por Paulo Pinheiro 11 de maio de 2026 às 14:40 · 2 min de leitura

A Prefeitura de Alagoinhas (BA) confirmou 330 casos de dengue, chikungunya e zika nas primeiras 18 semanas de 2026. O município registra 1.382 notificações suspeitas e, para conter o avanço das doenças, ampliou as ações de bloqueio com carros fumacê e iniciou uma operação para responsabilizar donos de terrenos abandonados que servem como criadouros para o mosquito Aedes aegypti.

O balanço atualizado pela Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) compreende o período entre 1º de janeiro e 10 de maio. De acordo com o documento, a cidade contabiliza 246 diagnósticos positivos de chikungunya, 78 de dengue e seis de zika. Outros 343 casos continuam sob investigação, enquanto 328 já foram descartados por critérios clínicos ou laboratoriais.

A concentração das notificações aponta focos críticos em áreas específicas do município. O bairro Jardim Petrolar lidera os registros, com 23,28% dos casos suspeitos de chikungunya e 20,58% de dengue. Em seguida, aparecem o Centro (13,77% e 18,68%, respectivamente) e o bairro Teresópolis (6,89% e 5,93%).

Medidas de contenção e fiscalização

Diante da disseminação do vetor, a Diretoria de Vigilância em Saúde deflagrou uma série de intervenções. Agentes de Combate às Endemias inspecionaram mais de 1,7 mil quarteirões para eliminar larvas e tratar possíveis focos. A estratégia também inclui o uso de bombas costais, mutirões de limpeza no Jardim Petrolar, ações educativas e capacitação técnica de médicos e enfermeiros para o manejo adequado dos pacientes.

Em parceria com o governo estadual, a prefeitura aplica o inseticida a ultra baixo volume (UBV pesado), conhecido como fumacê. Na primeira fase, a pulverização abrange poligonais de alto índice de infestação, com a meta de alcançar 46 mil imóveis.

Além do combate nas ruas, o município endureceu a fiscalização sobre propriedades privadas. Donos de imóveis fechados ou sem manutenção que acumulam lixo e restos de construção estão sendo notificados. A determinação legal concede um prazo de cinco dias para a limpeza e adequação. Caso a exigência seja descumprida, o poder público está autorizado a intervir diretamente nos locais para neutralizar a ameaça à saúde pública.

Fonte: SECOM Alagoinhas

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