sexta-feira, 22 de maio de 2026
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Alagoinhas confirma 647 casos de arboviroses em 2026 e amplia cerco ao Aedes aegypti.

A proliferação do mosquito Aedes aegypti colocou a cidade de Alagoinhas (BA) em estado de alerta. Boletim epidemiológico divulgado nesta sexta-feira, 22, pela Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) contabiliza 1.879 notificações de doenças transmitidas pelo vetor nas primeiras 19 semanas do ano. O avanço das infecções motivou o poder público a intensificar as ações de […]

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Por Paulo Pinheiro 22 de maio de 2026 às 13:52 · 3 min de leitura

A proliferação do mosquito Aedes aegypti colocou a cidade de Alagoinhas (BA) em estado de alerta. Boletim epidemiológico divulgado nesta sexta-feira, 22, pela Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) contabiliza 1.879 notificações de doenças transmitidas pelo vetor nas primeiras 19 semanas do ano. O avanço das infecções motivou o poder público a intensificar as ações de bloqueio e a responsabilizar financeiramente donos de imóveis abandonados.

O levantamento, que abrange o período de 1º de janeiro a 21 de maio, aponta a chikungunya como a doença de maior incidência, com 529 diagnósticos confirmados. A dengue soma 112 registros e o zika vírus, seis. Outros 845 pacientes aguardam a conclusão de exames laboratoriais ou avaliação clínica, enquanto 393 suspeitas já foram descartadas.

A concentração dos surtos espalha-se de forma desigual pelo município. Os bairros Jardim Petrolar e Centro lideram as estatísticas, respondendo, juntos, por quase 40% das notificações de dengue e chikungunya, seguidos pela região de Teresópolis. O cenário reflete o Índice de Infestação Predial (IIP) médio da cidade, atualmente em 1,78% — patamar classificado como alerta. Contudo, a situação ganha contornos críticos em áreas específicas, a exemplo do Parque da Jaqueira, onde a taxa salta para 8,82%, indicando risco muito elevado de reprodução do inseto.

Em resposta, a gestão municipal, em parceria com o governo estadual, iniciou a aplicação do fumacê (UBV Pesado) nas zonas mais afetadas, com previsão de cobertura de 46 mil residências já na primeira etapa. Em outra frente, agentes de endemias visitaram mais de 1.700 quarteirões para tratamento focal e eliminação de criadouros, além de realizarem mutirões e capacitações de profissionais da rede de saúde.

Para além do reforço operacional, a administração municipal adotou uma postura mais rígida contra a negligência sanitária. Proprietários de imóveis fechados ou terrenos sem manutenção estão sendo notificados para providenciar a limpeza e a remoção de entulhos em até cinco dias. O descumprimento do prazo legal autoriza a intervenção direta do município, que repassará os custos do serviço ao dono, com o acréscimo de multas que podem chegar a R$ 1.040.

A Vigilância em Saúde reitera, no entanto, que o controle da epidemia exige engajamento popular. A orientação central é que os moradores dediquem pelo menos dez minutos semanais à vistoria doméstica de quintais, ralos e caixas d’água. Em caso de sintomas como febre alta, dores articulares ou desconforto atrás dos olhos, a recomendação é buscar a unidade de saúde mais próxima e evitar a automedicação.

Fonte: SECOM Alagoinhas.

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