sexta-feira, 22 de maio de 2026
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Alagoinhas registra mais de 1,8 mil casos suspeitos de arboviroses e endurece regras contra terrenos abandonados.

Município baiano já contabiliza 433 confirmações de chikungunya e 92 de dengue em 2026; proprietários de áreas com focos do mosquito poderão ser multados em até R$ 1.040. A cidade de Alagoinhas, no interior da Bahia, contabilizou 1.846 casos suspeitos de arboviroses entre 1º de janeiro e 20 de maio de 2026. O balanço epidemiológico, […]

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Por Paulo Pinheiro 22 de maio de 2026 às 12:49 · 4 min de leitura

Município baiano já contabiliza 433 confirmações de chikungunya e 92 de dengue em 2026; proprietários de áreas com focos do mosquito poderão ser multados em até R$ 1.040.

A cidade de Alagoinhas, no interior da Bahia, contabilizou 1.846 casos suspeitos de arboviroses entre 1º de janeiro e 20 de maio de 2026. O balanço epidemiológico, divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) na última quinta-feira, 21, aponta que o município enfrenta um cenário de alerta sanitário contínuo, impulsionado pela circulação dos vírus da dengue, chikungunya e zika, todos transmitidos pelo mosquito Aedes aegypti.

De acordo com o levantamento da Vigilância Epidemiológica, das notificações registradas nas primeiras 19 semanas do ano, 433 casos de chikungunya já foram confirmados, além de 92 diagnósticos de dengue e seis de zika. O volume de infectados, no entanto, tende a crescer, uma vez que 943 pacientes ainda aguardam o desfecho de exames laboratoriais ou avaliações clínicas. Outras 378 suspeitas foram descartadas.

A distribuição das doenças revela uma concentração preocupante em regiões específicas. O bairro Jardim Petrolar lidera as estatísticas, respondendo por 23,28% das notificações de chikungunya e 20,58% das de dengue. O Centro (13,77% para chikungunya e 18,68% para dengue) e o Teresópolis (6,89% e 5,93%, respectivamente) também figuram como os principais focos de vulnerabilidade no município.

O Índice de Infestação Predial (IIP) médio na cidade é de 1,78% — taxa que coloca Alagoinhas oficialmente em estado de alerta. Entretanto, os recortes locais expõem disparidades críticas: no Parque da Jaqueira, o índice atinge a marca de 8,82%, caracterizando um risco altíssimo para a reprodução e proliferação do vetor.

Ofensiva do poder público e sanções financeiras

Para conter a cadeia de transmissão, a Diretoria de Vigilância em Saúde deflagrou uma série de ações estratégicas. Agentes de Combate às Endemias (ACE) já inspecionaram mais de 1.700 quarteirões focando no tratamento e eliminação de criadouros. A força-tarefa inclui ainda o uso de bombas costais para o bloqueio viral, mutirões de limpeza (sobretudo no Petrolar) e a capacitação contínua das equipes médicas das unidades de saúde para o manejo clínico dos pacientes.

Em paralelo, a prefeitura, em parceria com o Governo do Estado, iniciou a aplicação de inseticida por meio de fumacê (UBV Pesado). A operação prioriza as poligonais com maior índice de infestação e tem a meta de alcançar 46 mil imóveis já na sua primeira etapa.

Outra frente de atuação recai sobre a responsabilização civil. O município instaurou uma operação voltada a proprietários de imóveis fechados, terrenos abandonados ou sem manutenção que acumulam lixo e resíduos de construção. Os donos serão notificados e terão um prazo de cinco dias úteis para regularizar a situação. Em caso de descumprimento, a prefeitura intervirá diretamente na limpeza e roçagem da área. Além de arcar com os custos do serviço, o proprietário negligente estará sujeito a uma multa que pode chegar a R$ 1.040.

A Sesau reitera que a contenção das arboviroses exige esforço coletivo. A orientação oficial é que a população dedique ao menos dez minutos semanais para vistoriar os próprios quintais, vedar caixas d’água e descartar corretamente qualquer recipiente capaz de acumular água limpa e parada. Moradores que apresentarem sintomas clássicos, como febre alta repentina, dores articulares intensas ou dor retro-orbital (atrás dos olhos), devem buscar atendimento na unidade de saúde mais próxima.

Fonte: SECOM Alagoinhas.

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