Com aporte de R$ 16 milhões, Alagoinhas atrai indústria de biotecnologia focada em inovação e mercado de trabalho local.
A cidade de Alagoinhas, na Bahia, consolidou nesta quinta-feira (28) a atração de um novo e expressivo investimento, ampliando a diversificação de sua matriz econômica. A Prefeitura e a Biofor Indústria Biotecnológica assinaram um protocolo de intenções que prevê a injeção de R$ 16 milhões no município ao longo dos próximos três anos. A instalação […]
A cidade de Alagoinhas, na Bahia, consolidou nesta quinta-feira (28) a atração de um novo e expressivo investimento, ampliando a diversificação de sua matriz econômica. A Prefeitura e a Biofor Indústria Biotecnológica assinaram um protocolo de intenções que prevê a injeção de R$ 16 milhões no município ao longo dos próximos três anos. A instalação da nova unidade industrial e laboratorial tem a estimativa de gerar 350 postos de trabalho — entre diretos e indiretos.
A Biofor é um conglomerado que une a sul-coreana Vidaus às brasileiras Cicatribio e Z Future, destacando-se como a pioneira na produção de bioprodutos na Coreia do Sul feitos a partir de matérias-primas nativas do Brasil. O complexo a ser instalado na cidade baiana terá como foco o desenvolvimento de soluções nas áreas de cosméticos e saúde. Entre os produtos projetados estão tecnologias para testes de diagnóstico rápido e insumos para vacinas contra doenças endêmicas, como dengue, zika e chikungunya.
O principal chamariz para o capital estrangeiro foi um recurso natural abundante na região: os aquíferos. O CEO da companhia, Mujin Kim, explicou que o diferencial competitivo de Alagoinhas está em seus recursos hídricos. “O cosmético coreano é um sucesso mundial, o segredo disso está na qualidade da água, e Alagoinhas tem a água mais pura do Brasil. Por isso nós estamos aqui”, afirmou o executivo.
Para viabilizar a implantação, a administração municipal cedeu o terreno para a fábrica e garantiu os incentivos fiscais previstos em lei. O acordo firmado, contudo, estabelece uma contrapartida voltada à empregabilidade da região: 80% das vagas de trabalho criadas deverão ser preenchidas por moradores da cidade, e outros 3% serão reservados exclusivamente para pessoas em busca do primeiro emprego.
O prefeito Gustavo Carmo destacou que o projeto é um passo estratégico para inserir Alagoinhas no mapa da inovação científica e do desenvolvimento sustentável no Nordeste. Segundo o chefe do Executivo municipal, a meta é aliar o crescimento tecnológico à responsabilidade social, convertendo o investimento em oportunidades concretas de renda para a população. A visão é compartilhada pelo secretário de Desenvolvimento Econômico, Deraldo Carlos, que frisou o compromisso da pasta em capacitar os trabalhadores locais para suprir a demanda desse mercado de alta tecnologia.
Além do impacto direto na geração de empregos, a nova fábrica deve aquecer a economia extrativista do Litoral Norte e do Agreste baiano. O processo produtivo da Biofor baseia-se na biodiversidade nordestina, utilizando plantas como aroeira, juazeiro, mangaba e maracujá do mato. Essa demanda constante por matéria-prima promete estimular o trabalho de pequenos agricultores familiares e comunidades quilombolas, inserindo-os ativamente na cadeia produtiva da biotecnologia, ao mesmo tempo em que a estrutura da empresa servirá de âncora para o surgimento de novas startups na região.
Fonte: SECOM Alagoinhas.