terça-feira, 9 de junho de 2026
Capa Região de Alagoinhas

Alagoinhas confirma mais de 1,4 mil casos de arboviroses e endurece regras para donos de imóveis abandonados.

A cidade de Alagoinhas, no interior baiano, registrou 1.416 casos confirmados de dengue, chikungunya e zika entre 1º de janeiro e 7 de junho deste ano. Diante do avanço das doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, a prefeitura anunciou nesta segunda-feira, 8, uma nova ofensiva: proprietários de terrenos abandonados que não realizarem a limpeza em […]

Avatar de Paulo Pinheiro
Por Paulo Pinheiro 8 de junho de 2026 às 15:17 · 3 min de leitura

A cidade de Alagoinhas, no interior baiano, registrou 1.416 casos confirmados de dengue, chikungunya e zika entre 1º de janeiro e 7 de junho deste ano. Diante do avanço das doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, a prefeitura anunciou nesta segunda-feira, 8, uma nova ofensiva: proprietários de terrenos abandonados que não realizarem a limpeza em até cinco dias serão alvos de multas que podem chegar a R$ 1.040.

O balanço consolidado pela Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) revela que a chikungunya lidera as infecções de forma expressiva, com 1.211 confirmações nas primeiras 22 semanas de 2026. A dengue aparece na sequência, com 199 registros, seguida pela zika, com 6 casos. O quadro, no entanto, pode se agravar nas próximas semanas, uma vez que 953 notificações ainda aguardam conclusão laboratorial ou clínica. Ao todo, o município soma 2.872 ocorrências suspeitas no período.

A distribuição das doenças não é uniforme. A incidência se concentra majoritariamente nos bairros Jardim Petrolar e Centro, que, somados, respondem por quase 40% de todos os registros de dengue e chikungunya do município. O bairro Teresópolis também figura na lista das áreas de maior atenção.

Do ponto de vista entomológico, o Índice de Infestação Predial (IIP) médio da cidade está em 1,78% — o que configura estado de alerta. Há, porém, focos de risco muito elevado, como o Parque da Jaqueira, onde a infestação atinge a marca de 8,82%.

Fiscalização e bloqueio

Para frear a proliferação do vetor, agentes de combate a endemias já realizaram o tratamento focal em mais de 1,7 mil quarteirões. Em paralelo, uma parceria com o governo estadual viabilizou o reforço dos carros fumacê (UBV Pesado), com a meta de pulverizar inseticida em 46 mil imóveis localizados nas poligonais mais críticas.

A medida de responsabilização legal anunciada mira propriedades particulares sem manutenção e com acúmulo de lixo ou entulho, que servem de berçário para o mosquito. Pela nova regra, caso o dono do lote não cumpra a notificação de limpeza dentro do prazo, a gestão municipal assumirá o serviço. Os custos da roçagem e higienização serão cobrados do proprietário, além da aplicação da sanção financeira.

A Vigilância Epidemiológica ressalta que o controle do Aedes aegypti depende do engajamento civil e orienta a população a dedicar dez minutos semanais para inspecionar quintais e eliminar recipientes que possam acumular água. Pessoas que apresentarem sintomas clássicos, como febre alta, dores articulares ou dor na região atrás dos olhos, devem procurar imediatamente a unidade de saúde mais próxima.

Fonte: SECOM Alagoinhas.

Publicidade Espaço Publicitário (728x90)

Descubra mais sobre O Instante

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading