quinta-feira, 16 de abril de 2026
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Isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil entra em vigor este mês.

Medida beneficia 16 milhões de brasileiros e promove alívio imediato no contracheque; compensação virá de taxação sobre super-ricos. Por Paulo Pinheiro/IA Brasília O alívio no bolso prometido pelo governo federal começa a se materializar nesta semana. Os trabalhadores que recebem até R$ 5 mil brutos mensais terão, a partir do pagamento de fevereiro, isenção total […]

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Por Paulo Pinheiro 1 de fevereiro de 2026 às 21:49 · 3 min de leitura

Medida beneficia 16 milhões de brasileiros e promove alívio imediato no contracheque; compensação virá de taxação sobre super-ricos.

Por Paulo Pinheiro/IA

Brasília

O alívio no bolso prometido pelo governo federal começa a se materializar nesta semana. Os trabalhadores que recebem até R$ 5 mil brutos mensais terão, a partir do pagamento de fevereiro, isenção total do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF). A mudança, que também estabelece uma redução gradual para rendimentos de até R$ 7.350, deve atingir cerca de 16 milhões de contribuintes, segundo estimativas do Ministério da Fazenda.

A nova tabela já estava em vigor desde 1º de janeiro, mas o reflexo prático ocorre agora, quando os salários referentes ao mês trabalhado são depositados. Estão incluídos na regra trabalhadores com carteira assinada (CLT), servidores públicos, aposentados e pensionistas do INSS, além de regimes próprios de previdência. A isenção também será aplicada ao 13º salário.

Reação e impacto doméstico

Nas ruas, a notícia foi recebida com um misto de surpresa e planejamento. Para muitos trabalhadores que desconheciam o detalhe da mudança, como a atendente de farmácia Renata Correa, o valor extra será destinado a reservas de emergência. Já para profissionais como o pedreiro Genival Gil e o jardineiro Arnaldo Nunes, o dinheiro que antes ficava retido na fonte será usado para cobrir despesas básicas de subsistência, como contas de luz e aluguel.

Especialistas reforçam que a transição é transparente para o cidadão comum. Segundo Adriano Marrocos, do Conselho Federal de Contabilidade (CFC), os sistemas de folha de pagamento das empresas já estão parametrizados para o novo cálculo. “Não se trata de aumento salarial, mas de uma redução tributária automática”, explica.

Justiça tributária e arrecadação

Para viabilizar a renúncia fiscal de R$ 25,4 bilhões gerada pela isenção, o governo implementou o Imposto de Renda da Pessoa Física Mínimo (IRPFM). O mecanismo foca no topo da pirâmide: cerca de 141 mil contribuintes com renda superior a R$ 600 mil anuais (R$ 50 mil mensais) agora enfrentam alíquotas progressivas, enquanto os chamados “super-ricos” (renda acima de R$ 1,2 milhão/ano) terão uma alíquota mínima efetiva de 10%.

O que muda na declaração

Embora o benefício seja imediato no contracheque de 2026, o reflexo na Declaração de Ajuste Anual só ocorrerá em 2027. Para a declaração de 2026 (ano-calendário 2025), que deve ser entregue até maio, as regras antigas permanecem válidas.

O Ministério da Fazenda esclarece que as deduções tradicionais — como dependentes, despesas com educação e o desconto simplificado — não sofreram alterações e continuam sendo instrumentos importantes para o ajuste de contas com o Fisco.

Fonte: Agência Brasil

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