domingo, 19 de abril de 2026
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Apreensão de armas cresce 50% e mortes violentas caem um quarto na Bahia.

A Bahia registrou uma redução de 25% no número de mortes violentas, reflexo de uma nova ofensiva de segurança que elevou em 50% o recolhimento de armas de fogo e impôs fortes reveses financeiros ao crime organizado. Os dados, consolidados pelo Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), apontam uma queda de 5.166 ocorrências […]

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Por Paulo Pinheiro 15 de abril de 2026 às 14:53 · 2 min de leitura

A Bahia registrou uma redução de 25% no número de mortes violentas, reflexo de uma nova ofensiva de segurança que elevou em 50% o recolhimento de armas de fogo e impôs fortes reveses financeiros ao crime organizado. Os dados, consolidados pelo Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), apontam uma queda de 5.166 ocorrências em 2022 para 3.887 ao final de 2025. Com a escalada nas apreensões, o estado passou a figurar entre os três que mais retiram armamentos de circulação no país.

A mudança no cenário da segurança pública estadual ancora-se em duas frentes complementares: presença tática direcionada e asfixia econômica das facções. Na esfera ostensiva, o Comando da Polícia Militar reorientou o patrulhamento para as áreas com os maiores índices de letalidade. De acordo com o comandante-geral da corporação, coronel Antônio Carlos Silva Magalhães, o avanço foi impulsionado por ações contínuas de saturação, a exemplo das operações Força Total e Dominus Areae. O oficial avalia que a retirada sistemática de armamentos e a captura de suspeitos geram um impacto imediato na preservação de vidas.

Paralelamente, o trabalho de inteligência tem mirado a estrutura logística e o capital das organizações criminosas. O delegado-geral da Polícia Civil, André Viana, ressalta que o foco investigativo priorizou a descapitalização do crime. Cerca de 400 operações foram deflagradas com o objetivo central de prender lideranças e desarticular redes de lavagem de dinheiro.

O raio de ação dessas investigações extrapolou as fronteiras estaduais, resultando na interceptação de rotas de traficantes em outras regiões do Brasil e no exterior, com ramificações na Bolívia. Como saldo da quebra desse poderio financeiro, as forças de segurança apreenderam aeronaves e obtiveram o bloqueio judicial de mais de R$ 6 bilhões pertencentes ao crime organizado.

A articulação tática entre a repressão armada nas ruas e o estrangulamento de ativos ilícitos desponta, segundo as autoridades, como o fator determinante para o recuo significativo da violência letal na Bahia ao longo dos últimos anos.

Fonte: GOVBA

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