domingo, 20 de setembro de 2026
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Classe artística cobra transparência e fim de atrasos em pagamentos na Câmara de Alagoinhas.

A Câmara Municipal de Alagoinhas (BA) debateu, no último dia 14, a precarização do trabalho dos profissionais da música e da produção cultural no município. Em audiência pública intitulada “Música, Trabalho e Transparência”, o estabelecimento de regras claras para as contratações e a urgência em encerrar a inadimplência por parte do poder público foram o […]

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Por Paulo Pinheiro 15 de abril de 2026 às 15:41 · 2 min de leitura

A Câmara Municipal de Alagoinhas (BA) debateu, no último dia 14, a precarização do trabalho dos profissionais da música e da produção cultural no município. Em audiência pública intitulada “Música, Trabalho e Transparência”, o estabelecimento de regras claras para as contratações e a urgência em encerrar a inadimplência por parte do poder público foram o foco das discussões entre parlamentares, artistas e empresários do setor.

Convocado pelo vereador Cláudio Abiude, o encontro expôs as falhas na relação entre a administração e a classe artística local. Representantes de associações e produtores culturais relataram um cenário sistemático de repasses efetuados quase um ano após as apresentações, agravado pela frequente ausência de contratos formais. Segundo Karlinhos Zambê, presidente da Associação dos Músicos Profissionais de Alagoinhas, o entrave não é pontual, mas sim o reflexo de um modelo estrutural defeituoso.

A exigência por uma reformulação imediata nas metodologias de contratação foi endossada por Neilton José dos Santos, da Associação Cultural de Empresários e Produtores, e por músicos diretamente afetados pela falta de previsibilidade financeira. Profissionais como MC Mamah e o produtor Vanderlei Lago argumentaram que a demora nos trâmites burocráticos e a defasagem dos cachês ameaçam a sobrevivência das atividades culturais na cidade.

Pelo lado do Executivo, a representante da Secretaria de Cultura, Maria Tereza, anunciou a adoção de medidas organizacionais, como a criação de um cadastro municipal de artistas, com o intuito de viabilizar políticas públicas mais assertivas. Apesar da sinalização, a ausência de membros do alto escalão da prefeitura foi criticada por parlamentares durante o debate, que classificaram o distanciamento como falta de ação efetiva diante de um problema crônico.

Em busca de soluções práticas de curto prazo, o vereador Cláudio Abiude propôs a implementação de um sistema digital de rastreamento de pagamentos, mecanismo que permitiria aos artistas acompanhar a tramitação de seus processos com total transparência. Como encaminhamento da sessão, a Casa Legislativa assumiu o compromisso de levar as demandas colhidas diretamente ao governo municipal, exigindo medidas definitivas para a categoria.

Fonte: Câmara de Alagoinhas

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