quarta-feira, 15 de abril de 2026
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Avanço da dengue em Alagoinhas gera cobranças por fiscalização tecnológica, transparência e ação popular na Câmara.

O aumento de casos de dengue e chikungunya em Alagoinhas dominou os debates na Câmara Municipal nesta semana. Diante do risco de colapso no sistema de saúde e do registro recente de óbitos pela doença, os parlamentares cobraram da Prefeitura o endurecimento nas fiscalizações, a apresentação de um plano estratégico de vigilância e maior transparência […]

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Por Paulo Pinheiro 15 de abril de 2026 às 15:34 · 3 min de leitura

O aumento de casos de dengue e chikungunya em Alagoinhas dominou os debates na Câmara Municipal nesta semana. Diante do risco de colapso no sistema de saúde e do registro recente de óbitos pela doença, os parlamentares cobraram da Prefeitura o endurecimento nas fiscalizações, a apresentação de um plano estratégico de vigilância e maior transparência nos estoques de medicamentos, além de alertarem para a necessidade urgente de colaboração dos moradores.

A adoção de tecnologias para rastrear focos do mosquito Aedes aegypti foi uma das principais exigências. O vereador Anderson Xará cobrou o uso de drones e câmeras para inspecionar terrenos baldios e imóveis negligenciados, defendendo punições rigorosas aos responsáveis. O parlamentar citou a recente morte de uma jovem de 20 anos por dengue hemorrágica no município para ilustrar a gravidade do cenário, destacando que o descarte irresponsável de lixo e a água parada em ambientes residenciais têm sido letais.

A capacidade de adaptação do vetor também entrou na pauta epidemiológica. Segundo o vereador Thor de Ninha, o mosquito alterou seus hábitos e passou a picar inclusive durante a noite, influenciado pela iluminação artificial de lâmpadas de LED e fluorescentes que simulam a luz diurna. O parlamentar reforçou a importância do trabalho dos Agentes de Combate às Endemias (ACE) e destacou a necessidade de ampliar o efetivo por meio de concurso público, especialmente em decorrência das fortes chuvas, que multiplicam os criadouros naturais e artificiais.

No entanto, o aumento do número de profissionais nas ruas esbarra na falta de limpeza nos espaços privados. O vereador Jorge da Farinha relatou um surto específico da doença no bairro Jardim Petrolar e afirmou que a ação do poder público se torna ineficaz sem o engajamento comunitário na higienização dos próprios quintais. A constatação foi endossada pela vereadora Juci Cardoso, que denunciou o descarte irregular de sofás, toneladas de detritos em matas ciliares e acúmulo de cascas de coco próximo ao Centro Social Urbano da região.

No âmbito da gestão da crise sanitária, a vereadora Luma Menezes apresentou requerimentos exigindo que a Secretaria Municipal de Saúde torne público o seu plano estratégico de vigilância. A parlamentar alertou que a prevenção rigorosa é a única saída viável para evitar a superlotação das unidades de atendimento. Além disso, cobrou a atualização imediata da lista de medicamentos no portal da prefeitura, apontando que a ausência de dados desde o início do ano prejudica diretamente os pacientes que buscam tratamento na rede pública e encontram farmácias desabastecidas sem qualquer justificativa oficial.

Fonte: Câmara de Alagoinhas.

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