segunda-feira, 27 de julho de 2026
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Exército indica pela primeira vez uma mulher para o posto de general.

A coronel médica Claudia Lima Gusmão Cacho deve assumir o cargo de general de brigada em março; Força era a única que ainda não tinha oficial feminina no generalato Por Paulo Pinheiro BRASÍLIA – O Exército Brasileiro oficializou a indicação da coronel médica Claudia Lima Gusmão Cacho para o posto de general de brigada. A […]

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Por Paulo Pinheiro 28 de fevereiro de 2026 às 01:42 · 2 min de leitura

A coronel médica Claudia Lima Gusmão Cacho deve assumir o cargo de general de brigada em março; Força era a única que ainda não tinha oficial feminina no generalato

Por Paulo Pinheiro

BRASÍLIA – O Exército Brasileiro oficializou a indicação da coronel médica Claudia Lima Gusmão Cacho para o posto de general de brigada. A promoção, que deve ser confirmada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, marca um precedente histórico: Claudia será a primeira mulher a integrar o quadro de oficiais-generais da Força Terrestre.

A ascensão da oficial, prevista para o próximo dia 31 de março, encerra um ciclo nas Forças Armadas. O Exército era a última das três instituições militares a promover uma mulher ao generalato. Na Marinha, o pioneirismo ocorreu em 2012 com Dalva Maria Carvalho (contra-almirante); na Aeronáutica, Carla Lyrio Martins atingiu o posto de brigadeiro em 2020, tornando-se, em 2023, a primeira major-brigadeiro (três estrelas) do País.

Trajetória e carreira

Pernambucana e com quase 30 anos de serviço militar, Claudia Cacho iniciou sua trajetória na caserna em 1996, como oficial temporária em Goiânia (GO). Dois anos depois, consolidou-se na carreira por meio de concurso público para a Escola de Saúde do Exército.

Segundo nota da instituição, a oficial possui “sólida trajetória na área de saúde operacional e hospitalar”. Entre as funções de destaque em seu currículo estão a direção do Hospital de Guarnição de Natal (RN) e do Hospital Militar de Área de Campo Grande (MS).

Abertura nas fileiras

A indicação ocorre em um momento de maior abertura da Força para o público feminino. Além do topo da pirâmide hierárquica, a base também registra mudanças: na próxima semana, mais de mil mulheres incorporam-se como soldados. Ao todo, o processo de alistamento feminino em 2026 registrou mais de 33 mil inscrições em todo o território nacional.

Apesar do avanço, o teto do oficialato brasileiro ainda não foi atingido por mulheres. O posto máximo de quatro estrelas (general de exército, almirante de esquadra ou tenente-brigadeiro) permanece, até o momento, ocupado exclusivamente por homens.

Fonte: Agência Brasil

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