quinta-feira, 16 de abril de 2026
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Lula critica Zema por não utilizar R$ 3,5 bilhões do PAC em prevenção a desastres.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou nesta sexta-feira, 27, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), pela ausência de projetos estaduais voltados à prevenção de desastres climáticos. Durante o encerramento da 6.ª Conferência Nacional das Cidades, em Brasília, Lula afirmou que o governo mineiro dispõe de R$ 3,5 bilhões aprovados pelo Programa […]

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Por Paulo Pinheiro 28 de fevereiro de 2026 às 01:25 · 2 min de leitura

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou nesta sexta-feira, 27, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), pela ausência de projetos estaduais voltados à prevenção de desastres climáticos. Durante o encerramento da 6.ª Conferência Nacional das Cidades, em Brasília, Lula afirmou que o governo mineiro dispõe de R$ 3,5 bilhões aprovados pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para infraestrutura, mas não apresentou propostas para o uso da verba.

As declarações ocorrem no momento em que Minas Gerais enfrenta as consequências de fortes tempestades. Até o momento, as autoridades contabilizam pelo menos 64 mortes causadas por enchentes e deslizamentos, com concentração de danos nos municípios de Juiz de Fora e Ubá — cidades que recebem a visita do presidente neste sábado, 28, para vistoria técnica.

Lula classificou os impactos das enchentes como reflexo do descaso histórico com as populações mais vulneráveis do País. O presidente defendeu que prefeitos e governadores ajam preventivamente, mapeando e evitando a ocupação de áreas de risco conhecido.

O ministro das Cidades, Jader Filho, endossou a cobrança ao governo de Minas, ressaltando que o montante bilionário do PAC poderia ter financiado obras essenciais de macrodrenagem e contenção de encostas, mitigando a tragédia.

Jader Filho também direcionou críticas à gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro, afirmando que o governo anterior destinou apenas R$ 6 milhões para o enfrentamento de eventos climáticos. Em contraponto, o ministro argumentou que a atual administração já alocou mais de R$ 32 bilhões em prevenção, baseando-se em parâmetros científicos para tornar as cidades mais resilientes a fenômenos extremos.

Ações de socorro

Para garantir o atendimento de emergência, a Defesa Civil Nacional autorizou na sexta-feira o repasse de R$ 6,19 milhões. O recurso será destinado a ações imediatas de resposta em sete municípios afetados por desastres naturais nos Estados de Minas Gerais, Piauí e Rio Grande do Sul.

A sucessão de extremos climáticos recentes já gerou um prejuízo econômico de R$ 3,9 bilhões e impactou diretamente mais de 336 mil pessoas no Brasil, de acordo com o levantamento mais recente do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden).

Fonte: Agência Brasil

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