Alagoinhas intensifica combate ao Aedes aegypti com foco em vistorias e bloqueio de transmissão.
Ações da Vigilância em Saúde incluem visitas domiciliares aos finais de semana e busca ativa de casos para frear o avanço de dengue, zika e chikungunya no município. ALAGOINHAS – A Prefeitura de Alagoinhas, por meio da Vigilância em Saúde, ampliou as frentes de combate às arboviroses para conter a proliferação do mosquito Aedes aegypti. […]
Ações da Vigilância em Saúde incluem visitas domiciliares aos finais de semana e busca ativa de casos para frear o avanço de dengue, zika e chikungunya no município.
ALAGOINHAS – A Prefeitura de Alagoinhas, por meio da Vigilância em Saúde, ampliou as frentes de combate às arboviroses para conter a proliferação do mosquito Aedes aegypti. A estratégia combina vistorias técnicas, eliminação de criadouros e bloqueio químico em áreas com casos suspeitos. No último sábado (28), equipes de endemias percorreram o Centro da cidade em regime de plantão para reforçar a mobilização popular e vistoriar imóveis que costumam ficar fechados durante os dias úteis.
De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), a combinação de calor intenso e chuvas esporádicas, típica do período, acelera o ciclo reprodutivo do mosquito. O cenário é agravado pela dificuldade de acesso a residências de veraneio ou imóveis desocupados, que se tornam focos potenciais.
Protocolo de contenção
O trabalho de bloqueio de transmissão é estruturado em três etapas distintas para garantir a eficácia da intervenção:
- Visita domiciliar: Identificação e eliminação física de focos, com tratamento de reservatórios de água.
- Tratamento perifocal: Aplicação de inseticida em depósitos que não podem ser removidos.
- UBV (Fumacê): Utilização de inseticida de ultra baixo volume para atingir o mosquito em fase adulta, técnica empregada conforme a necessidade epidemiológica da região.
Parcerias e busca ativa
Um dos entraves identificados pelos agentes é o descarte irregular de pneus, especialmente em borracharias. Para sanar o problema, a Vigilância atua em conjunto com a Secretaria Municipal de Manutenção (Seman), que realiza a coleta e destinação adequada desses materiais.
“Não aguardamos a notificação oficial para agir. Realizamos a busca ativa para investigar o entorno de casos suspeitos e bloquear a cadeia de transmissão precocemente”, explica João Luiz Teixeira, gerente de Endemias da Sesau.
A administração municipal ressalta que o sucesso do controle sanitário depende da colaboração dos moradores, tanto na manutenção da limpeza de quintais quanto na permissão para a entrada dos agentes de saúde, devidamente identificados, nas residências.
Fonte: SECON Alagoinhas