Autonomia financeira é a maior prioridade das mulheres no mercado de trabalho.
Pesquisa aponta que independência econômica é vista como ferramenta de liberdade pessoal e proteção contra a violência; cenário ainda é marcado por desigualdade e assédio RIO DE JANEIRO – A conquista da autonomia financeira consolidou-se como o principal objetivo das brasileiras no ambiente profissional. Segundo a pesquisa “Mulheres e Mercado de Trabalho”, divulgada neste sábado, […]
Pesquisa aponta que independência econômica é vista como ferramenta de liberdade pessoal e proteção contra a violência; cenário ainda é marcado por desigualdade e assédio
RIO DE JANEIRO – A conquista da autonomia financeira consolidou-se como o principal objetivo das brasileiras no ambiente profissional. Segundo a pesquisa “Mulheres e Mercado de Trabalho”, divulgada neste sábado, 7, ter rendimentos próprios para decidir sobre a própria vida é a prioridade número uma das entrevistadas, superando outros anseios de carreira.
O estudo, que lança luz sobre as dinâmicas de gênero no setor produtivo em 2026, vincula diretamente a independência financeira à segurança pessoal. De acordo com especialistas ouvidos no levantamento, a capacidade de gerar renda própria é o que viabiliza o rompimento de ciclos de violência doméstica e permite a saída de relacionamentos abusivos.
Barreiras e Violência
Apesar da clareza sobre a importância da autonomia, o caminho até ela permanece obstruído por entraves estruturais. Os dados revelam que o mercado de trabalho ainda é um ambiente hostil para o público feminino:
- Assédio: Sete em cada dez mulheres afirmam já ter sofrido algum tipo de assédio no exercício de suas funções.
- Desigualdade: A disparidade salarial e a dificuldade de ascensão a cargos de liderança continuam sendo obstáculos persistentes.
Para Paola Carvalho, consultora citada no estudo, os resultados são “chocantes” para o ano de 2026. Ela defende que a mudança desse quadro exige um compromisso institucional que vá além do discurso, partindo desde o nível operacional até o alto escalão das empresas (CEOs).
Impacto Social
A autonomia financeira não é apenas um indicador econômico, mas um fator de transformação social. O relatório destaca que a mulher financeiramente independente não apenas garante sua liberdade de escolha, mas também eleva as condições de vida de seu núcleo familiar.
A pesquisa reforça que a rede de apoio entre mulheres é um dos principais motores para o impulsionamento de carreiras femininas, sugerindo que o fortalecimento de lideranças femininas pode acelerar a correção das desigualdades apontadas.
Fonte Agência Brasil