Doença renal avança sem sintomas e exige diagnóstico precoce.
BRASÍLIA – No Dia Mundial do Rim, celebrado nesta quinta-feira (12), a Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) reforça o alerta para o caráter silencioso das patologias renais. Desde maio de 2025, a Organização Mundial da Saúde (OMS) classifica a doença renal crônica (DRC) como prioridade global de saúde pública, equiparando-a a enfermidades cardiovasculares e ao […]
BRASÍLIA – No Dia Mundial do Rim, celebrado nesta quinta-feira (12), a Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) reforça o alerta para o caráter silencioso das patologias renais. Desde maio de 2025, a Organização Mundial da Saúde (OMS) classifica a doença renal crônica (DRC) como prioridade global de saúde pública, equiparando-a a enfermidades cardiovasculares e ao diabetes.
A principal preocupação dos especialistas é a detecção tardia. Segundo Geraldo Freitas, nefrologista do Hospital Universitário de Brasília (HUB), é comum que pacientes busquem atendimento apenas quando a função renal já está gravemente comprometida. “Os rins filtram o sangue e controlam o equilíbrio de sais e a pressão arterial, mas muitos fatores podem paralisar essas funções de forma imperceptível”, explica.
Fatores de risco e prevenção
A SBN e especialistas apontam que o monitoramento deve ser rigoroso para grupos específicos. Entre os principais fatores de risco estão:
- Diabetes e hipertensão arterial;
- Histórico familiar de doenças renais;
- Obesidade e sedentarismo;
- Uso crônico de anti-inflamatórios sem orientação médica;
- Baixo consumo de água.
O diagnóstico, contudo, é simples e de baixo custo. O rastreio inicial pode ser feito por meio de exames de rotina, como a dosagem de creatinina no sangue e a análise de urina (pesquisa de albuminúria).
Sinais de alerta
Embora a doença seja silenciosa nos estágios iniciais, o corpo emite sinais quando o quadro se agrava. O Manual de Redação orienta clareza na exposição desses sintomas para o leitor:
- Inchaço no rosto, pernas e tornozelos;
- Urina escura ou com presença de espuma;
- Mudanças na frequência urinária, especialmente à noite;
- Fadiga excessiva, náuseas e perda de apetite;
- Dificuldade no controle da pressão arterial.
Além do cuidado individual, a campanha deste ano foca na sustentabilidade do tratamento e em políticas públicas que garantam o acesso ao diagnóstico precoce, evitando que a enfermidade chegue ao estágio de necessidade de diálise ou transplante.
Fonte: Agência Brasil