sábado, 19 de setembro de 2026
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Ferramentas do governo federal ajudam a blindar CPF e contas bancárias contra fraudes digitais.

Com a proximidade do Imposto de Renda, Receita e Banco Central alertam para golpes e oferecem sistemas gratuitos para proteger dados dos contribuintes. Com a aproximação do período de entrega da declaração do Imposto de Renda, as tentativas de golpes virtuais e roubo de identidade tendem a aumentar. Para evitar que os cidadãos sejam vítimas […]

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Por Paulo Pinheiro 22 de março de 2026 às 08:44 · 3 min de leitura

Com a proximidade do Imposto de Renda, Receita e Banco Central alertam para golpes e oferecem sistemas gratuitos para proteger dados dos contribuintes.

Com a aproximação do período de entrega da declaração do Imposto de Renda, as tentativas de golpes virtuais e roubo de identidade tendem a aumentar. Para evitar que os cidadãos sejam vítimas de fraudes financeiras, órgãos do governo federal mantêm ferramentas gratuitas que dificultam o uso indevido de dados pessoais e o controle não autorizado de contas bancárias.

Uma das principais defesas é a “Proteção do CPF”, oferecida pela Receita Federal. O serviço impede que o número do documento seja cadastrado no quadro societário de empresas sem o consentimento do titular. A restrição tem validade em todo o território nacional e garante que os dados não sejam usados por laranjas. Caso o contribuinte precise ingressar em um negócio legalmente, o bloqueio pode ser revertido a qualquer momento no próprio sistema.

No âmbito financeiro, o Banco Central (BC) disponibiliza o “BC Protege +”, um mecanismo que notifica bancos e demais instituições de que o cidadão não deseja abrir novas contas ou ser incluído como responsável em registros de terceiros. O recurso é gerido diretamente pelo ambiente virtual “Meu BC”.

Para o monitoramento do histórico, a autarquia também opera o Registrato. O sistema funciona como um extrato consolidado da vida financeira do usuário, permitindo consultar dívidas ativas, chaves Pix cadastradas e verificar a existência de contas desconhecidas. Ao detectar uma conta bancária falsa, a orientação oficial é registrar um boletim de ocorrência na Polícia Civil e solicitar o encerramento imediato à instituição financeira correspondente.

O acesso a esses e a mais de 13 mil serviços digitais do governo ocorre, na sua maioria, pelo portal Gov.br. Com mais de 174 milhões de contas ativas no País, o Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos reforça a importância de habilitar a verificação em duas etapas para frear a ação de invasores.

Disponível para os níveis Prata e Ouro da plataforma, a funcionalidade adiciona uma camada extra de segurança ao exigir um código temporário, gerado no aplicativo oficial, a cada login. Dessa forma, mesmo que um criminoso obtenha a senha e o CPF da vítima, o acesso ao perfil e às assinaturas digitais do cidadão permanece bloqueado.

Fonte: Gov.br

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