Alagoinhas reforça alerta para diagnóstico do vírus HTLV.
Alta incidência na Bahia preocupa autoridades de saúde; vírus da mesma família do HIV pode causar doenças neurológicas e leucemia. ALAGOINHAS – A Secretaria Municipal de Saúde de Alagoinhas (Sesau) intensificou as ações de conscientização sobre o Vírus Linfotrópico de Células T Humanas (HTLV). A iniciativa busca combater a desinformação sobre a infecção, que apresenta […]
Alta incidência na Bahia preocupa autoridades de saúde; vírus da mesma família do HIV pode causar doenças neurológicas e leucemia.
ALAGOINHAS – A Secretaria Municipal de Saúde de Alagoinhas (Sesau) intensificou as ações de conscientização sobre o Vírus Linfotrópico de Células T Humanas (HTLV). A iniciativa busca combater a desinformação sobre a infecção, que apresenta altos índices de prevalência na Bahia, e estimular o diagnóstico precoce por meio de exames de sangue.
O HTLV é um retrovírus da mesma família do HIV, mas com evolução clínica distinta. Segundo o infectologista Maurício Campos, o vírus se aloja nas células de defesa do organismo. Embora a maioria dos infectados seja assintomática, cerca de 5% a 10% dos casos evoluem para quadros graves, como a paraparesia espástica tropical — doença neurológica que reduz a mobilidade e a sensibilidade dos membros inferiores — ou formas agressivas de leucemia.
Transmissão e Prevenção
O contágio ocorre por via sexual sem proteção, compartilhamento de objetos perfurocortantes e de mãe para filho, principalmente durante a amamentação. De acordo com o médico, sintomas como câimbras, dificuldade para caminhar e infecções recorrentes são sinais de alerta. “Não existe um antiviral capaz de eliminar o vírus, o que torna o acompanhamento médico essencial para o controle dos sintomas e manutenção da qualidade de vida”, explica Campos.
Cenário Regional
A Bahia é uma das regiões de maior incidência de HTLV no mundo. Em Salvador, a taxa de infecção varia entre 1,7% e 2% da população. Dados oficiais indicam que, entre 2010 e 2019, o estado registrou mais de 3.400 casos, com avanço progressivo em cidades como Barreiras, Ilhéus e Itabuna.
O secretário de Saúde de Alagoinhas, Luciano Sérgio, afirma que a estratégia do município foca na ampliação do acesso ao teste. “A informação é a principal ferramenta. Queremos reduzir a transmissão e garantir o cuidado integral aos pacientes”, destaca.
Atendimento
Em Alagoinhas, pacientes com suspeita da doença são acolhidos no Serviço de Atendimento Especializado (SAE/CTA). A unidade oferece suporte multiprofissional e encaminhamentos para especialistas em neurologia ou oncologia, conforme a necessidade clínica.
O Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA) funciona na Rua Maria Feijó, 193, no Centro. Informações adicionais podem ser obtidas pelo telefone (75) 98134-8369.
Fonte: SECOM Alagoinhas