Mercado eleva projeção da inflação para 4,36% em 2026 sob pressão externa.
O mercado financeiro revisou para cima, pela quarta semana consecutiva, a previsão para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2026. Segundo o Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (6) pelo Banco Central, a estimativa para a inflação oficial subiu de 4,31% para 4,36%. A deterioração das expectativas ocorre em um cenário de […]
O mercado financeiro revisou para cima, pela quarta semana consecutiva, a previsão para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2026. Segundo o Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (6) pelo Banco Central, a estimativa para a inflação oficial subiu de 4,31% para 4,36%.
A deterioração das expectativas ocorre em um cenário de instabilidade internacional, impulsionado por tensões geopolíticas no Oriente Médio. Apesar do ajuste, o índice projetado permanece dentro da margem de tolerância estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). A meta central é de 3%, com teto de 4,5%.
Juros e Política Monetária
Para conter a pressão nos preços, a taxa Selic é o principal mecanismo de controle. Atualmente em 14,75% ao ano, o Banco Central sinaliza cautela. No último encontro do Comitê de Política Monetária (Copom), a redução foi de 0,25 ponto percentual, ritmo inferior ao que era esperado antes do acirramento dos conflitos globais. Analistas mantêm a previsão de que a taxa básica encerre o ano em 12,5%.
O comportamento dos preços em março, que já deve refletir parte dos impactos externos, será detalhado pelo IBGE na próxima quinta-feira (9).
Atividade Econômica e Câmbio
No campo do crescimento, as projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) deste ano foram mantidas em 1,85%. O desempenho segue a trajetória de expansão após o crescimento de 2,3% registrado em 2025. Já para o câmbio, o mercado estima que o dólar encerre o período cotado a R$ 5,40.
Fonte: IBGE