domingo, 20 de setembro de 2026
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Brasil e Estados Unidos selam acordo para intensificar combate ao tráfico de armas e drogas.

BRASÍLIA — Os governos do Brasil e dos Estados Unidos formalizaram, nesta sexta-feira (10), um acordo de cooperação mútua focado no enfrentamento ao tráfico internacional de armas e entorpecentes. A parceria estabelece o compartilhamento digital e contínuo de informações aduaneiras, permitindo que investigadores identifiquem, com maior agilidade, padrões, rotas e a conexão entre remetentes e […]

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Por Paulo Pinheiro 10 de abril de 2026 às 14:51 · 2 min de leitura

BRASÍLIA — Os governos do Brasil e dos Estados Unidos formalizaram, nesta sexta-feira (10), um acordo de cooperação mútua focado no enfrentamento ao tráfico internacional de armas e entorpecentes. A parceria estabelece o compartilhamento digital e contínuo de informações aduaneiras, permitindo que investigadores identifiquem, com maior agilidade, padrões, rotas e a conexão entre remetentes e destinatários de cargas ilícitas.

O ajuste foi detalhado após reunião no Ministério da Fazenda entre autoridades da Receita Federal brasileira e do U.S. Customs and Border Protection (CBP), a agência de fronteiras norte-americana. Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, a medida é um desdobramento direto de tratativas entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, visando desarticular o crime organizado em ambos os territórios.

Inteligência e tecnologia nas fronteiras

O eixo central da iniciativa é o intercâmbio qualificado de dados. Na prática, apreensões realizadas em portos e aeroportos — seja de drogas, armamentos ou peças para montagem de fuzis — serão comunicadas simultaneamente à agência parceira. O objetivo é permitir ações coordenadas tanto no destino quanto na origem das mercadorias.

O secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, destacou que o uso intensivo de tecnologia, como o escaneamento por raio-x em contêineres, tem sido fundamental para o aumento das apreensões. Atualmente, todos os contêineres que deixam os portos brasileiros passam por esse processo, facilitando a localização de materiais ocultos em métodos cada vez mais sofisticados de transporte.

Contexto diplomático

A assinatura ocorre em um momento de debate em Washington sobre a classificação de facções criminosas brasileiras como organizações terroristas. O governo brasileiro, no entanto, reforçou o caráter técnico e executivo da cooperação, priorizando a segurança aduaneira e a eficiência operacional no controle de fronteiras e da região da Tríplice Fronteira.

Dados do Ministério da Fazenda indicam que, apenas no primeiro trimestre de 2026, o Brasil apreendeu mais de 1,5 tonelada de drogas oriundas dos EUA. No último ano, o volume de partes de armas apreendidas com a mesma origem chegou a 1.168 unidades, evidenciando a necessidade de uma resposta integrada entre as duas nações.

Fonte: EBC

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