sexta-feira, 17 de abril de 2026
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Lula defende regulação de ‘bets’ e ‘big techs’ para frear endividamento e proteger democracia.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta sexta-feira, 17, durante agenda em Barcelona, na Espanha, a criação de regras mais rígidas para o setor de apostas online — as chamadas “bets” — e para as grandes plataformas de tecnologia. O chefe do Executivo argumentou que a atual falta de regulação tem levado famílias […]

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Por Paulo Pinheiro 17 de abril de 2026 às 15:25 · 2 min de leitura

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta sexta-feira, 17, durante agenda em Barcelona, na Espanha, a criação de regras mais rígidas para o setor de apostas online — as chamadas “bets” — e para as grandes plataformas de tecnologia. O chefe do Executivo argumentou que a atual falta de regulação tem levado famílias brasileiras ao endividamento e representa uma ameaça à saúde mental da população e à própria estabilidade democrática.

Durante entrevista coletiva que sucedeu a assinatura de acordos bilaterais entre Brasil e Espanha, Lula destacou o impacto econômico e social dos jogos de azar virtuais. Ele pontuou que, com a massificação dos smartphones, os cassinos passaram a operar diretamente de dentro das residências, estimulando gastos que, muitas vezes, ultrapassam a capacidade do orçamento familiar e aprofundam a crise financeira dos lares.

Além dos prejuízos econômicos, o presidente alertou para os riscos políticos e sociais gerados pelo ambiente digital desregulado. Ele apontou que as plataformas têm sido utilizadas para a difusão de violência, discursos de ódio e desinformação, o que afeta diretamente a soberania dos países, especialmente em períodos eleitorais. Segundo Lula, o combate a essas estruturas organizadas de mentiras exige uma resposta global coordenada para impedir interferências externas e garantir a segurança institucional.

Como precedente de atuação do poder público na contenção dos danos associados ao ambiente digital, o presidente mencionou a recente medida de proibição do uso de celulares por alunos do ensino fundamental nas escolas. A iniciativa, descrita por ele como bem-sucedida, teve como foco o bem-estar e a retomada da socialização e das dinâmicas infantis no ambiente escolar. Na mesma linha, o governo brasileiro sinalizou que os esforços de fiscalização devem ser ampliados, com o objetivo de responsabilizar e regular qualquer plataforma que cause prejuízos estruturais à sociedade.

Fonte: Agência Brasil

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