domingo, 20 de setembro de 2026
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Mercado projeta inflação de 5,11% em 2026 e consolida estouro da meta.

Pressão gerada pela guerra no Oriente Médio motiva a 13ª alta consecutiva no Boletim Focus; previsão para a taxa Selic sobe para 13,5% ao final do ano. O mercado financeiro revisou para cima, pela 13ª semana consecutiva, a projeção oficial para a inflação no Brasil. Pressionado pelos impactos da guerra no Oriente Médio sobre os […]

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Por Paulo Pinheiro 8 de junho de 2026 às 15:07 · 2 min de leitura

Pressão gerada pela guerra no Oriente Médio motiva a 13ª alta consecutiva no Boletim Focus; previsão para a taxa Selic sobe para 13,5% ao final do ano.

O mercado financeiro revisou para cima, pela 13ª semana consecutiva, a projeção oficial para a inflação no Brasil. Pressionado pelos impactos da guerra no Oriente Médio sobre os preços globais, especialmente de combustíveis, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve encerrar 2026 em 5,11%, ante estimativa anterior de 5,09%. Os dados constam no Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira, 8, pelo Banco Central.

O novo patamar afasta ainda mais o indicador do limite imposto pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). O centro da meta de inflação perseguida pelo BC é de 3%, com teto máximo de tolerância estabelecido em 4,5%.

A instabilidade do cenário geopolítico impõe um desafio adicional à política monetária, retardando o ciclo de afrouxamento. Diante da resiliência inflacionária, os analistas reajustaram a rota dos juros: a expectativa para a taxa básica (Selic) ao término de 2026 saltou de 13,25% para 13,5% ao ano.

Atualmente, a taxa vigora em 14,5%, patamar atingido após o Comitê de Política Monetária (Copom) promover um corte de 0,25 ponto porcentual na reunião de abril. O Banco Central tem sinalizado cautela técnica e monitoramento contínuo dos conflitos no exterior. Os próximos passos para os juros serão definidos na reunião agendada para 16 e 17 de junho.

A longo prazo, os agentes financeiros projetam um IPCA de 4,03% em 2027, recuando gradualmente para 3,65% em 2028 e 3,5% em 2029. A expectativa é que a Selic acompanhe o recuo, chegando a 11,5% ao ano em 2027.

Atividade econômica e câmbio

Apesar do aperto monetário prolongado e da pressão sobre os preços, o relatório do BC apontou um viés marginalmente mais otimista para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026, com a projeção variando de 1,9% para 1,91%. A revisão ocorre na esteira dos resultados consolidados pelo IBGE no primeiro trimestre, quando a economia avançou 1,1% frente aos últimos três meses de 2025. Para 2027, a projeção de expansão foi mantida em 1,7%.

No mercado de câmbio, as previsões seguem estabilizadas. A cotação do dólar para o encerramento deste ano segue estimada em R$ 5,15, avançando levemente para R$ 5,20 no fim de 2027.

Fonte: Agência Brasil.

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