sábado, 25 de julho de 2026
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Com alta de casos, Alagoinhas reforça combate ao Aedes aegypti com dez carros fumacê.

A partir desta quinta-feira (7), o município de Alagoinhas (BA) amplia as ações de combate ao mosquito Aedes aegypti — transmissor da dengue, zika e chikungunya — com o emprego de dez carros fumacê. Os equipamentos, cedidos pelo governo estadual, chegam como medida estratégica de contenção frente ao aumento dos índices de infestação e de […]

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Por Paulo Pinheiro 6 de maio de 2026 às 15:00 · 3 min de leitura

A partir desta quinta-feira (7), o município de Alagoinhas (BA) amplia as ações de combate ao mosquito Aedes aegypti — transmissor da dengue, zika e chikungunya — com o emprego de dez carros fumacê. Os equipamentos, cedidos pelo governo estadual, chegam como medida estratégica de contenção frente ao aumento dos índices de infestação e de notificações suspeitas na região. A operação terá início com cinco veículos, e o restante da frota deve ser integrado de forma gradativa nos próximos dias.

A estratégia de pulverização priorizará as áreas com maior proliferação do vetor, começando pelos bairros Petrolar e Centro. Segundo a Secretaria de Saúde do município, a adoção da medida atende a critérios técnicos, baseando-se no monitoramento diário do panorama epidemiológico local. De acordo com o boletim divulgado pela Vigilância em Saúde na última terça-feira (5), a cidade já contabiliza 1.374 casos suspeitos das viroses este ano. Desse total, 198 foram confirmados, 288 descartados e 888 permanecem em investigação.

Apesar de o fumacê atender a uma demanda frequente da população em momentos de surto, autoridades de saúde ressaltam que o recurso exige uso racional. O núcleo regional de saúde alerta que a aplicação indiscriminada do inseticida pode acarretar danos ambientais e riscos à saúde humana, além de induzir resistência biológica nos mosquitos sobreviventes, reduzindo a eficácia do veneno a longo prazo.

Por ter efeito restrito à fase adulta do inseto, a pulverização espacial é classificada como uma intervenção emergencial complementar, que não substitui a eliminação mecânica dos criadouros. A Vigilância em Saúde local enfatiza que o trabalho de base — conduzido por mais de 50 agentes de endemias que realizam vistorias e aplicação de larvicidas em mais de 1.700 quarteirões — continua sendo o método prioritário para frear a reprodução do mosquito, cujo ciclo inicial exige água parada.

Orientações à população

Para garantir a eficiência e a segurança durante a passagem dos veículos pulverizadores, a prefeitura orienta os moradores a adotarem precauções básicas. A principal recomendação é abrir portas e janelas para facilitar a entrada do produto nas residências e atingir os locais escuros onde os insetos se abrigam.

Em contrapartida, é necessário proteger alimentos, bebedouros de animais domésticos e recolher roupas do varal. Pessoas e animais de estimação devem permanecer em um cômodo fechado durante a aplicação. Recomenda-se ainda atenção redobrada com aquários e gaiolas, que devem ser cobertos devido à alta sensibilidade de peixes e pássaros ao composto químico.

Fonte: SECOM Alagoinhas

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