Anvisa restabelece proibição e mantém recolhimento de lotes da Ypê por risco de contaminação.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu, nesta sexta-feira (15), manter a suspensão da fabricação e o recolhimento de lotes específicos de produtos de limpeza da marca Ypê. A restrição é direcionada exclusivamente aos itens cujos lotes terminam com o número 1, e a comercialização e o uso desses produtos voltam a ser proibidos […]
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu, nesta sexta-feira (15), manter a suspensão da fabricação e o recolhimento de lotes específicos de produtos de limpeza da marca Ypê. A restrição é direcionada exclusivamente aos itens cujos lotes terminam com o número 1, e a comercialização e o uso desses produtos voltam a ser proibidos em todo o território nacional.
A decisão reativa os efeitos da Resolução 1.834, que havia sido suspensa temporariamente devido a um recurso administrativo interposto pela Química Amparo, fabricante da marca. Após deliberação da Diretoria Colegiada do órgão regulador, o recurso teve seus efeitos derrubados, retomando as sanções sanitárias.
A interdição é fundamentada em investigações que constataram descumprimentos graves em etapas críticas do processo de produção. O principal fator de risco sanitário é a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa em amostras dos produtos. O microrganismo, conhecido por sua alta resistência a antibióticos, oferece perigo especialmente a pessoas com o sistema imunológico fragilizado, podendo desencadear infecções graves do trato respiratório e urinário.
A recomendação expressa da agência é que os consumidores verifiquem as embalagens. Caso o lote termine com o número 1, o produto não deve ser utilizado em nenhuma hipótese. O cuidado deve ser redobrado para evitar que os líquidos entrem em contato com superfícies de manipulação de alimentos ou sejam aplicados na lavagem de roupas de pessoas imunocomprometidas.
Todo o processo de recolhimento, bem como as políticas de troca ou reembolso dos produtos afetados, é de inteira responsabilidade da fabricante, em cumprimento aos direitos assegurados aos consumidores. Em comunicados prévios, a empresa declarou que a segurança dos clientes é prioridade e que mantém diálogo permanente com as autoridades para solucionar o problema.
Fonte: ANVISA