domingo, 20 de setembro de 2026
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Caixa atinge R$ 820 milhões em dívidas renegociadas no novo Desenrola e anuncia uso do FGTS.

A Caixa Econômica Federal já registrou R$ 820 milhões em renegociações de dívidas por meio da nova etapa do Desenrola Brasil. O montante foi divulgado nesta sexta-feira, 15, pelo presidente do banco, Carlos Vieira, durante a apresentação do balanço trimestral da instituição, na capital paulista. Lançado pelo governo federal no início de maio, o programa […]

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Por Paulo Pinheiro 15 de maio de 2026 às 14:44 · 3 min de leitura

A Caixa Econômica Federal já registrou R$ 820 milhões em renegociações de dívidas por meio da nova etapa do Desenrola Brasil. O montante foi divulgado nesta sexta-feira, 15, pelo presidente do banco, Carlos Vieira, durante a apresentação do balanço trimestral da instituição, na capital paulista.

Lançado pelo governo federal no início de maio, o programa tem o objetivo de facilitar a regularização financeira de famílias, estudantes e pequenos empreendedores. A atual fase, com duração prevista de 90 dias, oferece descontos que podem chegar a 90% do valor do débito, além de taxas de juros reduzidas. Para impulsionar os acordos, Vieira confirmou que, a partir de 25 de maio, os clientes poderão utilizar o saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para o abatimento das dívidas — um recurso que, segundo a diretoria, tem potencial para alavancar os números da repactuação.

Balanço financeiro e inadimplência

Apesar da movimentação gerada pelo programa, a Caixa reportou um lucro líquido recorrente de R$ 3,5 bilhões no primeiro trimestre deste ano, o que representa uma queda de 34,4% ante o mesmo período do ano passado. O recuo no lucro é justificado pelo aumento expressivo nas provisões para perdas com crédito, medida adotada para alinhar a instituição às novas regras regulatórias do Banco Central para cobertura de risco.

Mesmo com a retração nos ganhos, a carteira de crédito total do banco manteve a trajetória de crescimento, alcançando a marca de R$ 1,4 trilhão. O desempenho foi liderado pelo financiamento imobiliário, setor no qual a Caixa consolida sua liderança nacional.

O índice de inadimplência fechou o trimestre em 3,71%. Segundo Henriete Sartori, vice-presidente de Riscos da instituição, as operações para pessoas físicas e jurídicas seguem sob controle, mas o segmento do agronegócio inspira cautela. O setor, que atualmente responde por 5% da carteira de crédito da Caixa, enfrenta um cenário desafiador e deve gerar impactos nas provisões do banco ao longo do ano.

Segurança digital

A apresentação do balanço também expôs os desafios recentes do banco com a segurança cibernética. Carlos Vieira revelou que a Caixa amargou um prejuízo de aproximadamente R$ 20 milhões no ano passado devido a fraudes e ataques ao aplicativo Caixa Tem.

Em resposta às vulnerabilidades, a instituição intensificou os aportes em segurança e infraestrutura digital. Apenas para este ano, a previsão é de que os investimentos em tecnologia somem R$ 5,9 bilhões. De acordo com o presidente, as medidas já surtem efeito e reduziram a praticamente zero as ocorrências de invasões e ataques no aplicativo.

Fonte: Caixa.

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